Impetigo


Também chamada Piodermatite Pustular Superficial ou Piodermite dos filhotes.

É uma piodermite superficial, ou seja, uma reação inflamatória que envolve apenas as camadas mais superficiais da epiderme, com elevação da camada córnea e conteúdo purulento. Normalmente causado pela bactéria Staphilococcus sp.

Ocorre em animais mais novos (1 a 4 meses de idade) e quando acontece em mais velhos é secundário a hipertireoidismo e hiperadrenocorticismo.

Sintomas clínicos locais:

Pústulas e colaretes (colar ao redor da lesão, de cor rosada) no abdome, axilas e na face interna dos membros posteriores. Estas alterações  são delicadas e benignas e, dependendo do estado imunológico e das bactérias que atuam, podem ocorrer lesões dorsais, denunciando um problema mais grave.


No dorso, como a pelagem  é mais densa e há secreção, formam-se crostas. Não há formação de colaretes e sim uma carapaça (lesão pequena e arredondada). Ao se descolar essa carapaça, a pele fica nua e hiperêmica (avermelhada).


Não há prurido (coceira) e o impetigo pode ser um indício de que a ninhada está debilitada (alimentação falha, parasitismo, má higiene...)

Sintomas clínicos Gerais:

Pelagem fosca, podendo haver área de hipotricose (pelo rente) e alopecia (ausência de pelo). O abdome é volumoso, as mucosas são hipocoradas, há apatia, mal estar,emagrecimento progressivo, vômitos e/ou diarreia frequentes. Muitas vezes observa-se eliminação de helmintos nas fezes ou no vômito.


O diagnóstico é feito pela observação dos sintomas clínicos e pela anamnese.

Tratamento: eliminar a causa (vermífugos, melhorar alimentação, higienizar o animal e o ambiente).
                                                        (foto projetoanimal)

Recomenda-se banhos com shampoo/sabonetes especiais no caso do impetigo ventral.

Dependendo do caso, há necessidade de antibióticos via oral.

Piometra


Piometra é uma infecção bacteriana no endométrio em consequência de um prolongado estímulo hormonal. A invasão bacteriana é facilitada pelo acúmulo de líquido no lúmen uterino e glândulas endometriais, em conjunto com da diminuição da contratilidade do miométrio que é causada pelo hormônio progesterona.

Em cadelas esta é uma patologia comum, sendo que a patologia primária normalmente se deve a uma hiplerplasia endometrial cística, gerada pela contínua exposição do endométrio a progesterona durante um certo período de tempo.

Como nas cadelas o diestro é muito longo, estas ficam mais predispostas ao aparecimento de piometra. A hiperplasia uterina somada à diminuição das defesas celulares e imunitárias locais, propiciam ótimas condições para a multiplicação de bactérias da própria flora existente na vagina.

A bactéria comumente associada a esta patologia é a Escherichia coli, podendo também isolar outras, comoStaphylococcus sp, Streptococcus sp, Klebsiella sp, Pseudomonas sp, Proteus sp e Pasteurella sp. Nos casos de piometra causada por E. coli, pode haver a evolução para insuficiência renal.
Com relação ao colo uterino ou cérvix, a piometra pode ser classificada em "aberta" ou "fechada". A piometra com a cérvix aberta é acompanhada de corrimento vaginal purulento, intermitente ou constante, escasso ou abundante e com uma coloração variando de um tom esverdeado até o achocolatado, dependendo do tipo da bactéria presente.

No caso da piometra com a cérvix fechada, como o próprio nome já diz, não se observa o corrimento vaginal. Normalmente as cadelas ou gatas que apresentam colo uterino fechado encontram-se mais doentes quando comparadas com aquelas com o colo uterino aberto, pois o quadro de toxemia se instala mais rapidamente naqueles casos em que não há corrimento vaginal.
                                              (redevet)

Os sintomas clínicos da piometra tornam-se evidentes durante a fase luteínica, geralmente de 4 a 10 semanas após o estro (cio), ou em fêmeas que utilizam habitualmente anticoncepcionais. Estes sintomas são essencialmente iguais tanto para cadelas como para gatas incluindo vários graus de desidratação e depressão. É muito frequente também observarmos: falta de apetite, vômitos, muita sede e urina abundante à semelhança de um quadro tóxico com prognóstico ruim. A septicemia, a toxemia associadas à uma insuficiência renal podem se desenvolver a qualquer momento e tornarão bem mais grave o caso.

O diagnóstico da piometra é feito baseado na história, sinais clínicos e resultados de exames. O resultado do hemograma geralmente é compatível com infecção (aumento de células de defesa) podendo revelar anemia em casos crônicos. Nos exames bioquímicos de função renal e hepática podem indicar envolvimento destes órgãos, principalmente alteração renal causado principalmente pela liberação de toxinas pelas bactérias do útero. Radiografia e ultra-sonografia abdominais também são importantes na confirmação do diagnóstico.







Tratamento:

O tratamento de escolha é o cirúrgico, isto é, através de uma laparotomia (abertura abdominal) é retirada toda a genitália interna no momento do diagnóstico - ovário-salpingo-histerectomia  (clique para ver o método). Este tratamento é indicado também para as fêmeas de colo uterino aberto, pois nos casos em que optou-se pelo tratamento terapêutico em cadelas ou gatas com a cérvix "aberta" verificou-se que o índice de mortalidade era mais elevado. Além disso, mais da metade das cadelas ou gatas tratadas de piometra apresentaram recidiva da patologia após alguns meses do tratamento.

Após retirada do útero doente ( causa das alterações metabólicas) a recuperação do animal deverá ser devidamente acompanhada com tratamento de suporte e sintomático até a estabilidade geral




Prevenção:

O método mais seguro de prevenir piometra, é através da castração eletiva, principalmente no animal jovem. Pois assim o útero ainda não foi exposto a ação hormonal, e a remoção de ovários e útero evitará exposição futura, além de não utilizar medicação hormonal para evitar cios e gestação em cadelas e gatas não castradas.




http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=piometra.htm
http://forumleaodarodesia.forumeiros.com/saude-f12/piometra-nas-cadelas-t133.htm
http://www.petsuper.com.br/piometra.htm

www.blog.villechamonix.com/2010/11/piometra.html#ixzz1cf5PW0iX


Síndrome seborreica

É a alteração das glândulas sebáceas, caracterizada por um conjunto de sintomas: hipersecreção sebácea, aumento na descamação, odor desagradável.
A pele do animal fica mais oleosa, o pelo mais untuoso e o processo de amadurecimento celular fica mais curto (3 dias)
As células mortas fazem a troca da camada córnea rapidamente, formando grumos visíveis a olho nu. O sebo na pele a deixa rancificada quando em contato com o ar.

Seborréia Primária: É idiopática (elimina as causas secundárias).
                                As raças mais predispostas são: Cocker Spaniel, Pastor Alemão, Doberman, Shar pei.                             
                                A produção sebácea é maior que a descamação, por isso é chamada "Tipo Oleosa".
                                A pelagem tem maior uniformidade.


                                                      (atlas.fmv.utl.pt)


Seborréia Secundária: Também chamada do "Tipo Seca".
                                     A descamação é mais evidente que a produçaõ sebácea. Não há grumos.
                                     Vemos muita "caspa" , a pelagem tem hipotricose  e alopecia (queda de pelo) mais evidente.





São fatores predisponentes:

A) Processos Metabolitos:


* Hipervitaminose A
* Deficiencia de zinco (existem raças predisponentes como Akita e Husky)
* Alteração de Acidos Graxos (em excesso ou falta altera a produção de sebo)
* Deficiencia de vitaminas e sais minerais


B) Processos Parasitários

 

* Demodicose
* Escabiose






Diagnóstico: - anamnese (alimentação, verminose, fezes, carrapatos)
                     - exame parasitológico e físico das fezes
                     - raspado cutâneo
                     - biópsia
                     - avaliação clínica dos processos hormonais






Tratamento: Tópico: shampoo de sulfeto de selenio e/ou sabonete de enxofre para os banhos; cremes/pomadas/loção que contenha antibiótico e corticóide)
                       Corticosteróides (se o raspado cutaneo der negativo)
                       Remover a causa primária: Verminose - dar vermífugo
                                                                      Demodicose
                                                                      Escabiose
                                                                      Processo hormonal (castração ou uso de hormonios)
                                                                      Processos alérgicos
                                                                      Processos piogênicos (antibióticos)
                  


Otite Externa e Média

Otite é inflamação do conduto auditivo externo. Pode ser externa, média ou interna.
Aqui trataremos das duas primeiras.

Uma inflamação crônica resulta na alteração do ambiente normal do canal: o canal externo da orelha é alinhado com o epitélio e contám glândulas apócrinas (que produzem cerumem) modificado. Na otite, as glândulas aumentam de volume e produzem cera em excesso. A epiderme e a derme se espessa, e se tornam fibróticas. O espessamento das dobras do canal reduz a largura do canal, e o resultado final é a calcificação da cartilagem auricular.



                                                           (aspecto da otite externa)


*Causas Primárias:

São fatores que podem causar otite externa sozinhos, com ou sem a presença de fatores predisponentes ou perpetuantes. Para o sucesso completo de uma terapia a longo prazo é fundamental que a causa primária seja tratada.

Parasitas
Otodectes cynotis, Demodex canis, Demodex cati, Sarcoptes scabiei, Notoedres cati
e várias espécies de parasitas estão associados com otite externa em cães e gatos.

Hipersensibilidades

Alergia atópica, alergia a alimentação e alergia de contato são possíveis causadoras de otite externa, que pode ser gravada por traumatismo determinado pelo próprio animal.

Devido a sua alta incidência, a atopia está mais associada a otite externa que as outras doenças alérgicas mencionadas. Uma característica comumente observada na otite externa em casos de atopia é um acentuado eritema no pavilhão auditivo externo e na parte vertical do conduto auditivo, enquanto que as partes mais profundas destes permanecem normais. A inflamação crônica pode eventualmente levar a infecções secundárias por bactérias ou leveduras.


Queratinização

As alterações de queratinização geralmente determinam uma otite ceruminosa crônica. Raças predispostas a seborréia crônica idiopática tendem a apresentar este tipo de otite. Endocrinopatias podem resultar neste tipo de otite, mais possivelmente por alterar a queratinização e a função glandular local. Em muitas ocasiões, a otite externa é uma pista para o diagnóstico destas alterações endócrinas.

Corpos estranhos

Corpos estranhos, tais como folhas, sementes, sujeira, areia e medicação seca são freqüentemente responsáveis pela otite externa. Em raças de pêlo curto, pêlos soltos podem se alojar no canal auditivo, provocando inflamação.


Alterações glandulares

Qualquer alteração que altere a secreção sebácea pode levar a otite externa. As glândulas apócrinas podem se apresentar hipertrofiadas e a hidroadenite (inflamação destas glândulas) pode estar presente. Entretanto, a hidroadenite é, na maioria dos casos, secundária a inflamação, e não propriamente uma alteração primária de otite externa.


Alterações auto imunes

Doenças dos complexos Lúpus e Pênfigo são as causas mais comuns de alterações dermatológicas autoimunes. Freqüentemente afetam o pavilhão auditivo externo.



* Fatores Persistentes:

Infecções bacterianas secundárias

Comuns. O Staphylococcus intermedius está muitas vezes presente nas culturas do canal horizontal nas otites externas; Pseudomonas spp, Proteus spp e  E coli são frequentemente reportados; Pseudomonas spp muitas vezes presente nas culturas em otites médias.

Outras infecções:

Malassezia pachidermatis está misturada aos outros agentes ou é a única encontrada; outras leveduras candida) ou espécies de fungos são raras.

Alterações progressivas: Hipertrofia do canal, hiperplasia da glândula apócrina e adenite, fibrose e calcificações da cartilagem, causa recalcitrante de otite externa : tudo isso evita o retorno ao normal do canal auricular, mesmo com tratamento apropriado.



* Fatores de risco: 

Conformação anormal do canal externo ou relacionada à raça (como estenose, hirsutismo e orelhas pendentes) restringe o fluxo de ar apropriado para o canal.


Umidade excessiva: natação ou limpeza frequente com soluções inadequadas.


Doenças sistêmicas subjacentes produzem anormalidade no ambiente e na resposta imune do canal auricular.

Sinais Clínicos: 
- Chacoalhar a cabeça com muita frequência 
- Coçar frequentemente com as patas o conduto auditivo e orelha.
- Presença de pus/sangue/cerume escuro ou verde ou amarelo dentro do conduto
- Presença de parasitas visíveis andando no conduto auditivo
- Apatia, anorexia
- Febre
- Dor à palpação ou mesmo sem ela. Dor ao coçar.


Diagnóstico:
O diagnóstico de otite externa é facilmente feito pela história e pelo exame físico, mas alguns testes devem ser feitos para que se determine os fatores primários e perpetuantes, de modo a se direcionar a conduta terapêutica.

Avaliação citológica


A avaliação citológica do exudato geralmente não estabelece o diagnóstico definitivo, mas é de grande valor em determinar quais os agentes infecciosos podem estar presentes no canal auditivo.


Cultura e testes de sensibilidade

Estes testes não devem ser realizados sem uma prévia avaliação citológica ou ainda sem que o exame citológico demonstre a presença de bactérias e leucócitos. A indicação primária para a realização destes testes é otite média com bastonetes, quando certamente será prescrita terapia sistêmica.

Certamente que muitos outros testes devem ser realizados para que se consiga um diagnóstico definitivo. A determinação de quais testes serão os mais apropriados e mais efetivos dependerá dos achados na anamnese e no exame clínico.

Tratamento:

A terapia efetiva para o tratamento da otite externa está na dependência da identificação e controle das causas primárias e predisponentes, sempre que isto for possível. Além disto, a limpeza dos canais auditivo externo e médio, o uso de terapia tópica e sistêmica podem ser necessários para a eliminação ou controle efetivos de fatores primários ou perpetuantes.
A colaboração do proprietário é essencial para o sucesso no tratamento. Para que isto ocorra é muito importante que ele seja conscientizado do problema e dos diversos passos de seu tratamento, especialmente se serão necessárias diversas limpezas com o animal sedado ou até mesmo anestesiado.

Limpeza
A primeira etapa do tratamento da otite externa deve ser a limpeza adequada do canal auditivo para a remoção de crostas, células mortas e secreção. Esses materiais aumentam a reação inflamatória local, dificultam a visualização e inspeção do canal auditivo e tornam ineficiente o tratamento com medicamentos tópicos. Deve-se ressaltar que a não limpeza ou a limpeza incorreta do canal auditivo é uma das principais causas de falhas no tratamento de otites externas.


Agentes para terapia tópica


Não existe um único agente ou tratamento que seja perfeito. O clínico deve prescrever o tratamento para cada ouvido de acordo com o efeito desejado. A medida que o caso progride, adaptações na terapia deve ser feitas. Independente da base a ser escolhida, deve-se levar em conta o veículo. De modo geral, as lesões secas, descamativas e crostosas são largamente beneficiadas se bases oleosas ou emolientes são utilizadas. Ouvidos com secreção úmida ou exsudação purulenta devem ser tratados com soluções ou loções, sendo que nestes casos se faz necessária a remoção destas por sucção e o uso de agentes secantes. Os cremes não são freqüentemente uma boa escolha, pois além de serem de difícil aplicação até o canal horizontal podem piorar o quadro, quando utilizados repetidamente pelo proprietário.
Terapia Sistêmica
A terapia sistêmica é indicada se a otite média está presente. Antibióticos e antifúngicos apropriados devem ser utilizados até uma semana após todos os sintomas clínicos e otoscópicos tenham desaparecido.
A terapia sistêmica com glucocorticóides é recomendada em casos de otite externa extremamente inflamados ou em que as alterações progressivas tenham causado acentuada estenose do canal. Em casos de extrema estenose do conduto auditivo, a aplicação de corticóides intralesionais podem ser mais efetiva que a terapia tópica.

Cirurgia
É indicada quando há severa estenose do canal, quando se faz necessária a remoção de tumores ou pólipos e quando o animal possui uma otite média resistente a medicação. Para que melhores resultados sejam obtidos é necessário que o diagnóstico primário seja feito antes da cirurgia. Muitos cães são submetidos a este procedimento e continuam sofrendo de otite externa.

Para mais informações e fotos sobre a cirurgia:

http://cirurgiavet.wordpress.com/tag/ouvido-canino/


Prevenção e cuidados:

. Higiene freqüente dos ouvidos (2 vezes por semana) com solução indicada, limpando a parte externa da orelha e o ouvido externo; não limpar a parte interna.

. Durante o banho, evitar entrada de sabão, água ou shampoo, protegendo os ouvidos com algodão; usar quantidade suficiente para tampar bem o ouvido e nunca esquecer de retirar após o banho.
. Após passeios em praças, parques ou contato com água, limpar as orelhas e observar se há algum desconforto (dor) ou se algo incomoda o cão, fazendo com que balance a cabeça; isso acontece quando há um corpo estranho dentro do ouvido, que pode levar à otite.
. Utilize soluções especiais de limpeza e nunca use antibióticos, antiinflamatórios e antimicóticos sem prévia indicação do veterinário; medicamentos errados agravam o quadro e provocam reações indesejadas.
. Animais com histórico freqüente de otite devem fazer exame otoscópico a cada 4 ou 6 meses, principalmente na primavera e verão; isso evita as recaídas.





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Leucemia Felina (FeLV)


É associado às neolpasias malignas linfóides em gatos.

O reservatório natural é o gato assintomático persistentemente virêmico.

Pode ocorrer transmissão transplacentária em fêmeas virêmicas. Os filhotes que escapam à transmissão via útero podem adquirir infecções transmamárias ou através da saliva.

O vírus da Leucemia Felina é inativado por dessecação em poucas horas, é viável por diversos dias na umidade. Morre com desinfetantes comuns.

Seis passos da infecção pelo FeLV:

1.      O vírus entra no organismo do gato, geralmente pela faringe onde infecta linfócitos B e macrófagos que serão filtrados pelos linfonodos e começam a se replicar.

2.      O vírus atinge a corrente sanguínea e se distribui pelo corpo.

3.      Infecção do sistema linfático.

4.      Atuação do vírus sobre o sistema imune.

5.      Infecção da medula óssea. Nesta fase o vírus se replica e infecta linfócitos, neutrófilos e eosinófilos formados na medula.

6.      Presença do vírus nas mucosas, nos tecidos epiteliais, nas glândulas salivares e outros órgãos


4 formas clínicas da doença:

a) Neutralização Viral: o gato apresenta uma resposta imune, deixando o animal resistente a futuras infecções por um período de tempo. Ocorre em 30% dos casos. PCR e ELISA são positivos no início, depois tornam-se negativos.
b) Viremia: o vírus progride no organismo através das 6 fases da doença. Os testes tornam-se positivos na seguinte ordem: PCR, ELISA (sangue), ELISA (saliva). Ocorre em 40% dos casos.
c) Latência: o animal não produz imunidade, mas também não se torna virêmico. O vírus se esconde no genoma do gato e nenhuma replicação ocorre. Este é um estágio que dura por volta de 30 meses, quando então progride para neutralização ou viremia. Ocorre em 30% dos casos. Teste PCR é positivo e os outros são negativos.
d) Portador São: o vírus fica no tecido epitelial e se replica, mas não deixa as células devido è produção de anticorpos. O teste PCR e ELISA (sangue) são positivos enquanto o ELISA (saliva) é negativo.

Sintomas Clínicos:

  • abcessos persistentes e recorrentes;
  • gengivas pálidas;
  • pelo mal-tratado, aparentemente sujo e escamado;
  • infecções crónicas da boca;
  • infecções urinárias;
  • doença respiratória crónica;
  • diarreia;
  • perda de peso;falta de apetite;
  • anemia;
  • depressão;
  • coriza;
  • gastroenterites;
  • febre persistente;
  • infertilidade;
  • abortos;
  • lesões neurológicas;
  •  tumores


    Diagnóstico:
a) Sinais Clínicos: são variáveis. Incluem dificuldade para respirar, apatia, perda de apetite, febre, gengivite, estomatite.
b) Exame Clínico: mucosas anêmicas, efusão pleural (cavidade torácica), anormalidades oculares, órgãos (rins, baço, fígado) aumentados, massas intra-abdominais.
c) Análise da Bioquímica Sérica (exames realizados no sangue): anemia não-regenerativa, aumento da uréia e creatinina, aumento das enzimas hepáticas e do bilirrubina.
d) Teste para Detecção de antígenos (vírus): serão positivos dependendo da forma clínica da doença e dos órgãos envolvidos.
e) Análise do Líquido Pleural

Observação: Devido à variedade de sintomas, qualquer enfermidade séria de um gato deve levar à suspeita da ocorrência da Leucemia. No entanto, um resultado positivo não significa necessariamente que a doença em curso seja a Leucemia Felina.

Tratamento:

a) Transfusão Sanguínea .
b) Uso de quimioterápicos como vincristina e ciclofosfamida.
c) Interferon via oral em doses baixas: estimula imunidade e melhora a qualidade de vida.
d) Prednisolona: aumenta o apetite e diminui o tamanho de possíveis massas abdominais.

Observação 1) Pode ocorrer remissão dos sintomas, mas não cura. O vírus permanece no organismo do animal. São possíveis recidivas e o gato pode contaminar outros animais.

O prognóstico é variável. O gato pode ficar assintomático por vários anos, havendo possibilidade no entanto de transmitir a doença. Animais sintomáticos têm prognóstico reservado. Os que apresentam desordens proliferativas vivem em média 6 meses, com tratamento agressivo com quimioterápicos.

Observações 2)

Cerca de 25 a 30% dos gatos expostos rejeitam o vírus e a infecção é evitada.

- Mais ou menos 30% desenvolvem uma viremia persistente, uma alta concentração do vírus no sangue, com uma forte probabilidade de desenvolver linfoma ou outra doença ligada a FeLV.

- Quase 40% dos gatos expostos desenvolvem uma infecção transitória e tornam-se hospedeiros latentes da doença. Esses hospedeiros não são fontes de infecção, a não ser se o sistema imunitário estiver debilitado por outra doença ou se eles forem tratados com corticosteróides, que podem suprimir o sistema imunitário e activar o vírus.

Apesar do nome, só um quinto dos gatos infectados desenvolvem linfoma ou leucemia linfóide. A grande maioria das mortes por FeLV está relacionada com infecções secundárias, que incluem outras infecções virais como a peritonite infecciosa felina, infecções por fungos como cryptococcosis, e infecções bacterianas como pneumonia, abcessos ou infecções na boca.

Aliada às infecções oportunistas, gatos infectados por FeLV também estão sujeitos a anemia e desordens da medula óssea, chamadas doenças mieloproliferativas, onde uma ou mais células da medula óssea se prolifera à custa de outras linhagens celulares.

A natureza diversa da doença faz com que seja impossível prever durante quanto um gato com FeLV vai sobreviver. Apesar de a taxa da sobrevivência variar de apenas umas poucas semanas a anos, a média de sobrevivência é 2 anos. Estudos indicam que 83% dos gatos FeLV+ morrem num período de 3 anos e meio após o diagnóstico. Ao mesmo tempo, há evidências de que o gato possa sobreviver muito mais. Felizmente, não há evidência de que a FeLV seja transmitida a outras espécies, incluindo seres humanos.

O exame a FeLV, feito em gatos de 6 ou mais meses (porque antes desta idade os resultados obtidos simplesmente não são fiáveis), tornou-se um procedimento clínico de rotina. Os dois testes mais utilizados são o ELISA e a imunofluorescência. Infelizmente, esses testes nem sempre são precisos. De facto, é comum obter-se dois testes com valores diferentes, denominados "resultados discordantes". Por essa razão, gatos sadios que foram expostos ao vírus do FeLV devem ser testados em intervalos mensais durante até 3 meses, para eliminar as chances de falso positivo e para determinar se a infecção é de natureza transitória ou persistente.

Um resultado negativo a FeLV não significa imunidade ao vírus, nem tão pouco que o gato nunca foi exposto ao vírus. Um resultado negativo também pode indicar que o vírus está no período de incubação, uma etapa antes da qual o vírus pode ser detectado, ou que o gato venceu uma infecção prévia, ou foi infectado com o vírus e desenvolveu a doença mas por alguma razão não possuía o vírus na corrente sanguínea quando da realização do exame.

Apesar de existirem várias vacinas contra o FeLV, há controvérsias, principalmente quanto à sua segurança e eficácia. A melhor forma de evitar que a doença se espalhe é evitar a exposição ao vírus. Mantenha o seu gato dentro de casa, evite brigas com outros gatos e longe de gatos que você sabe que estão contaminados. A prevenção continua a ser a melhor solução, pois não existe ainda tratamento eficaz.



Aumentar a qualidade e tempo de vida de um gato com Felv:

No entanto, há algumas coisas que se pode fazer a fim de diminuir o avanço da doença em gatos infectados e tornar a sua vida mais confortável:

- O gato deve ser mantido dentro de casa, não só para evitar que o vírus se espalhe, mas também para diminuir o stress que o mundo exterior pode causar no gato.

- O número de gatos na casa também deve ser mantido no mínimo, já que uma lotação excessiva é outra causa de stress e pode expor outros animais ao vírus.

- Uma boa nutrição e cuidados para limitar o impacto de outras doenças não relacionadas também são importantes.

- Se o gato deve ou não ser vacinado contra outras doenças, depende de uma avaliação caso a caso pelo veterinário, embora recentemente uma maioria de veterinários a recomende.

- Pode ainda administrar-se Interferon, a fim de estimular as defesas imunitárias, assim como suplementos vitamínicos.

Prevenção:  Vacinação!



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Moléstia Respiratória Viral Felina

Causada por uma gama de vírus: Herpesvirus felino (HVF1) - Rinotraqueíte
                                                     Calicevirus felino - Calicevirose Felina
                                                     Reovirus, Coronavirus


A moléstia, como um todo, tem uma fase aguda e crônica.
Na fase aguda observamos pirexia, anorexia e desidratação.
Na fase crônica, os gatos recuperados são portadores, mas com poucos sinais clínicos.

Porém, cada vírus obtém uma resposta diferente do organismo do gato, e essa resposta se manifesta como sinais clínicos.

A) Rinotraqueíte Viral Felina

* Infecções agudas: na maioria dos casos, permanece como infecção superficial, mas pode ocorrer viremia nos casos graves. Há febre, anorexia, depressão, ataques agudos de espirros.

A conjuntivite e rinite serosas rapidamente se tornam mucóides, causando obstrução nas narinas e aderência palpebral.

tosse e estertor se houver envolvimento traqueal ou bronquial e ceratite ulcerativa.




* Infecção in utero : pode ocorrer infecção generalizada no nascimento ou os sintomas clínicos aparecem dias depois. O gatinho morre 1 a 3 semanas depois por desidratação e desnutrição (algumas vezes há pneumonia e necrose hepática)

Sequelas: predisposição a infecções bacterianas e micoplásmicas. Gatos com rinite crônica e sinusite frontal (por causa dos ataques de espirros). Epífora crônica.

Portador: O estado de portador caracteriza-se por fase latente, pontilhada de episódios de eliminação do vírus inconsistentemente comparados com recrudescimento dos seintomas clínicos (conjuntivite branda, corrimento nasal, espirros).
A multiplicação e eliminação virais são precedidas por episódios fatigantes (glicocorticóides, mudança de ambiente, ....)
Os animais podem permanecer infectados por anos, com anticorpos séricos pela exposição natural ou infecção). Porém, nem todos os portadores são importantes na disseminação da infecção: tudo depende da carga viral que ele expele.

B) Calicivirose Felina

* Infecção Aguda: Sintomas: infecção do trato respiratório superior, pneumonia, moléstia ulverativa, enterite, atrite aguda.
Mais frequente em gatinhos que residem em grupos.

*Infecção Branda: O período de incubação é de 3 a 5 dias.
pirexia, anorexia, mal estar, corrimento oculonasal seroso brando, úlceras superficiais no dorso da língua, palato duro e filtro nasal e menos comumente nos lábios e coxins plantares.



Ocasionalmente pode produzir úlcera necrosada grande e em forma de ferradura, na superfície anterodorsal da língua. Outros sintomas que podem ocorrer: traqueobronquite, diarréia, mialgia, deambulação rígida, hiperestesia.
A forma aguda dura 21 dias. Depois de 30 dias, o animal se torna um portador crônico. Esse portador fica por semanas, meses ou ocasionalmente durante toda a vida (mesmo na presença de Anticorpos séricos).





Diagnóstico diferencial: Rinotraqueíte Viral Felina  - conjuntivite aguda e frequentes espirros com ceratite ulcerativa.
                                       Calicivirose Felina - glossite ulcerativa ou pneumonia aguda
                                       Clamydia psitaci - conjuntivite folicular ou pneumonia aguda.
                                       Cryptococcus neoformans - espirros crônicos e lesões ulcerativas em torno das narinas externas. 

Também fazer o diagnóstico diferencial de: rinite irritante, rinite alégica, afecção dentária grave, fístulas oronasais, corpo estranho nasal, tumores nasais, pólipos nasofaríngeos.

Diagnóstico Laboratorial : hematologia, isolamento viral, testes imunofluorescentes, sorologia, achados patológicos.

Tratamento : limpeza dos corrimentos e saliva, dieta apetitosa e mole, hospitalização em casos graves, ambiente quente (diminuição da multiplicação), fluidoterapia, descongestionantes tópicos (BID 48h), antibioticoterapia, oxigenoterapia e broncodilatadores.



Prevenção:

 A prevenção da Rinotraqueíte e Calicivirose é feita através de vacina aos 2 e 3 meses de idade e renovada a cada ano. Mesmo que seu gato não saia de casa, não deixe de vaciná-lo, principalmente gatos idosos por serem mais sensíveis, ficando doentes com mais facilidade.-> Esquema de vacinação:
Aos 2 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)
Aos 3 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)
Caso o animal tenha mais de 4 meses de idade são feitas 2 doses com intervalo de 21 dias.
É necessária a revacinação anual.
Recomenda-se vacinar apenas gatos sadios.






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