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Clamidiose Felina

É uma doença causada por uma bactéria intracelular denominada Chlamydophila felis, caracterizada por conjuntivite (muitas vezes unilateral), sinais ligeiros de infecção do trato respiratório superior e suave pneumonia.

Sinais Clínicos: A quemose é um sinal característico da clamidiose, observando-se conjuntivite intensa com hiperemia extrema da membrana nictante, blefarospasmo e desconforto ocular. No inicio apresenta-se somente uma leve descarga ocular serosa e blefarospasmo, evoluindo para uma descarga ocular purulenta bilateral, corrimento nasal, também purulento, e espirros ocasionais.

A hiperemia ocular pode estar presente durante vários dias no estágio inicial. A conjuntivite pode persistir por 2 meses ou mais. Viroses respiratórias podem agravar o quadro de infecção bacteriana por Chlamydophila e concomitantemente agravar a conjuntivite. Em filhotes pode causar pneumonia.


Freqüentemente, após cerca de umas duas semanas, os sintomas começam a melhorar, pois a clamidiose costuma ceder na grande maioria dos gatos doentes, havendo então uma lenta recuperação até que o animal volte a ficar disposto e ativo. Já nos gatos mais debilitados a clamidiose pode evoluir para outras patologias mais graves devido a queda de resistência que provoca.


Diagnóstico: pode ser realizado através de culturas de swab conjuntival, teste de ELISA e pesquisa de anticorpos para Chlamydophila, além de observação clínica e histórico do animal.

Tratamento: O prognóstico da doença é BOM, se o diagnóstico for realizado precocemente e realizada um tratamento adequado. Como se trata de uma bactéria gram negativa, deverá se combatida com antibióticos específicos.


Profilaxia: A vacinação não oferece completa protecção, mas reduz muito a gravidade e a frequência das infecções.

Moléstia Respiratória Viral Felina

Causada por uma gama de vírus: Herpesvirus felino (HVF1) - Rinotraqueíte
                                                     Calicevirus felino - Calicevirose Felina
                                                     Reovirus, Coronavirus


A moléstia, como um todo, tem uma fase aguda e crônica.
Na fase aguda observamos pirexia, anorexia e desidratação.
Na fase crônica, os gatos recuperados são portadores, mas com poucos sinais clínicos.

Porém, cada vírus obtém uma resposta diferente do organismo do gato, e essa resposta se manifesta como sinais clínicos.

A) Rinotraqueíte Viral Felina

* Infecções agudas: na maioria dos casos, permanece como infecção superficial, mas pode ocorrer viremia nos casos graves. Há febre, anorexia, depressão, ataques agudos de espirros.

A conjuntivite e rinite serosas rapidamente se tornam mucóides, causando obstrução nas narinas e aderência palpebral.

tosse e estertor se houver envolvimento traqueal ou bronquial e ceratite ulcerativa.




* Infecção in utero : pode ocorrer infecção generalizada no nascimento ou os sintomas clínicos aparecem dias depois. O gatinho morre 1 a 3 semanas depois por desidratação e desnutrição (algumas vezes há pneumonia e necrose hepática)

Sequelas: predisposição a infecções bacterianas e micoplásmicas. Gatos com rinite crônica e sinusite frontal (por causa dos ataques de espirros). Epífora crônica.

Portador: O estado de portador caracteriza-se por fase latente, pontilhada de episódios de eliminação do vírus inconsistentemente comparados com recrudescimento dos seintomas clínicos (conjuntivite branda, corrimento nasal, espirros).
A multiplicação e eliminação virais são precedidas por episódios fatigantes (glicocorticóides, mudança de ambiente, ....)
Os animais podem permanecer infectados por anos, com anticorpos séricos pela exposição natural ou infecção). Porém, nem todos os portadores são importantes na disseminação da infecção: tudo depende da carga viral que ele expele.

B) Calicivirose Felina

* Infecção Aguda: Sintomas: infecção do trato respiratório superior, pneumonia, moléstia ulverativa, enterite, atrite aguda.
Mais frequente em gatinhos que residem em grupos.

*Infecção Branda: O período de incubação é de 3 a 5 dias.
pirexia, anorexia, mal estar, corrimento oculonasal seroso brando, úlceras superficiais no dorso da língua, palato duro e filtro nasal e menos comumente nos lábios e coxins plantares.



Ocasionalmente pode produzir úlcera necrosada grande e em forma de ferradura, na superfície anterodorsal da língua. Outros sintomas que podem ocorrer: traqueobronquite, diarréia, mialgia, deambulação rígida, hiperestesia.
A forma aguda dura 21 dias. Depois de 30 dias, o animal se torna um portador crônico. Esse portador fica por semanas, meses ou ocasionalmente durante toda a vida (mesmo na presença de Anticorpos séricos).





Diagnóstico diferencial: Rinotraqueíte Viral Felina  - conjuntivite aguda e frequentes espirros com ceratite ulcerativa.
                                       Calicivirose Felina - glossite ulcerativa ou pneumonia aguda
                                       Clamydia psitaci - conjuntivite folicular ou pneumonia aguda.
                                       Cryptococcus neoformans - espirros crônicos e lesões ulcerativas em torno das narinas externas. 

Também fazer o diagnóstico diferencial de: rinite irritante, rinite alégica, afecção dentária grave, fístulas oronasais, corpo estranho nasal, tumores nasais, pólipos nasofaríngeos.

Diagnóstico Laboratorial : hematologia, isolamento viral, testes imunofluorescentes, sorologia, achados patológicos.

Tratamento : limpeza dos corrimentos e saliva, dieta apetitosa e mole, hospitalização em casos graves, ambiente quente (diminuição da multiplicação), fluidoterapia, descongestionantes tópicos (BID 48h), antibioticoterapia, oxigenoterapia e broncodilatadores.



Prevenção:

 A prevenção da Rinotraqueíte e Calicivirose é feita através de vacina aos 2 e 3 meses de idade e renovada a cada ano. Mesmo que seu gato não saia de casa, não deixe de vaciná-lo, principalmente gatos idosos por serem mais sensíveis, ficando doentes com mais facilidade.-> Esquema de vacinação:
Aos 2 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)
Aos 3 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)
Caso o animal tenha mais de 4 meses de idade são feitas 2 doses com intervalo de 21 dias.
É necessária a revacinação anual.
Recomenda-se vacinar apenas gatos sadios.






gruponossosbichos, blablablanarede

Panleucopenia

 Panleucopenia felina é uma doença viral que acontece aos gatos domésticos e outros membros da família Felidae causada pelo parvovírus - o mais importante vírus gastrointestinal dos gatos.

 Essa doença não é transmissível ao homem e nem a outros animais de estimação.

Devido a sua natureza altamente contagiosa, o vírus da panleucopenia felina encontra-se disperso por todo o ambiente onde encontramos um ser contaminado. O reservatório do vírus são os próprios gatos, sendo que a transmissão é feita mediante as seguintes maneiras:



  • brigas (mordidas);
  • contato direto com os gatos contaminados e/ou doentes;
  • através de alimentos ou água contaminada;
  • Contato com fezes ou urina (que ocorre quando o animal sadio usa uma caixa de areia contaminada por um gato doente);
  • Contato com vômito;
  • Saliva;
  • Ectoparasitas como pulgas e carrapatos



  • * Infecções in útero: o vírus atravessa útero e placenta e ultrapassa a barreira hematoencefálica do feto, causando alterações teratológicas variadas.
    No primeiro terço da gestação causa morte fetal prematura, com abortamento ou reabsorção dos tecidos fetais.
    No segundo terço da gestação causa morte (com mumificação ou abortamento) ou os gatinhos podem nascer com alterações teratológicas: hipoplasia cerebelar, lesão da medula espinhal, hidrocefalia e / ou displasia retiniana.


    * Infecções neonatais precoces: a inoculação oral, infectando primeiro a orofaringe .
    Há viremia ( principalmente cerebelo, timo e linfonodos mesentéricos ) e depois lesão cerebelar,com infecções adquiridas até os 9 dias de idade.

    Sintomas clínicos: são animais bem frágeis, podendo morrer por infecções oportunistas no início de suas vidas ou terem aspecto normal pois os sintomas da lesão cerebelar podem aparecer depois de 2 ou 3 semanas. Há hipermetria, tremores de intenção que desaparecem em repouso, incoordenação, rolamentos e tropeções, e ataxia.



                                                        (gato com ataxia cerebelar)


    * Infecções em gatinhos mais velhos (mais de 2 semanas de idade ).
    A infecção oral com multiplicação no tecido linfóide da orofaringe e quando dá viremia, a multiplicação nas células epteriais do intestino delgado, células tronco da medula óssea, timo e linfonodos.

    Sintomas clínicos:

    A) Infecção Per Aguda: confunde com envenenamento. O gatinho parece deprimido durante algumas horas , logo entra em coma e morre. Nesse curto espaço de tempo pode haver vômitos ocasionais.

    B) Infecção Aguda: Em jovens gatos há súbita depressão e anorexia, febre, vômitos persistentes, diarréia grave e fétida (as fezes podem ter sangue e cilindros de fibrina). A palpação abdominal é dolorosa. O gatinho chega perto do bebedouro, mas não bebe água.
    As alças intestinais estão espessadas e cordiformes ou distendidas por gases e líquidos.



    Há morte em 25% a 90% dos animais. Os que se recuperam (5 dias ou mais), podem apresentar a Síndrome da Má Absorção.
    Os gatinhos gravemente afetados tornam-se progressivamente fracos e hipotérmicos, levando à morte por desidratação, endotoxemia ou CID.

    Outros sintomas menos comuns são: icterícia branda, estomatite ulcerativa ou necrosante, irite com reflexos no humor aquoso, infecçoes secundárias, hemorragias cutâneas, esfacelamento nos locais de injeção, necrose e esfacelamento nas pontas das orelhas.


    Pode ocorrer uma Infecção Sub Aguda, onde há uma vaga enfermidade por 1 a 3 dias. Ocorre anorexia, pirexia e desconforto durante a palpação. Os sintomas gastrintestinais estão ausentes. A recuperação é rápida.

    Ainda há a possibilidade de Infecção Subclínica, que pode ser comum em adultos. Anticorpos anti Vírus da Panleucopenia Felina estão presentes na maioria dos gatos de vida livre.
    Fêmeas asssintomáticas podem parar filhotes infectados assintomaticamente.


    Diagnóstico: laboratorial (hematologia, bioquimica serica, sorologia, Isolamento viral, achados patológicos)


    Tratamento:
    Isolamento do animal (até 6 semanas depois da cura),
    Restrição alimentar e hídrica. Depois, dieta com alimentos moles e facilmente digeríveis)
    Fluidoterapia
    Suplementação vitamínica
    Plasma ou Sangue integral
    Antibioticoterapia parenteral

    O prognóstico, isto é a provável evolução da doença, é de reservado a ruim devido à rápida desidratação e à pouca idade que os doentes apresentam.

    A panleucopenia deve ser considerada em todos os casos de gatos jovens que apresentem vômitos e diarréia aguda, com menos de 12 meses de idade e que não têm vacinação ou a vacinação está incompleta.


    Profilaxia

    A recomendação técnica básica é a preventiva, ou seja, todos os gatos jovens devem ser vacinados contra a panleucopenia aos 2 meses de idade e se a vacina deve ser repetida depois de um mês. Os adultos e principalmente as fêmeas devem ser vacinados anualmente para que o nível de anticorpos seja sempre seguro.









    Coronavirose

    A Coronavirose Canina, também denominada Gastroenterite Contagiosa dos Cães, é causada por um vírus parecido ao da Parvovirose, levando a uma infecção aguda, em animais de todas as idades e raça. Este vírus não infecta apenas os cães, mas também: bovinos, gatos e outros animais. No Brasil, esta doença foi constatada apenas na década de 1980.



    Transmissão:

    A forma aceita de como se processa a contaminação dos animais, tanto para o virus Corona quanto  da Parvovirose, é mais freqüentemente através das fezes de animais enfermos dessa moléstia. Os dejetos de animais enfermos com essa virose devem portanto merecer especial cuidado com a finalidade de impedir-se a continuidade de alastramento da infeção para outros animais suscetíveis. Tais dejetos além de serem removidos para locais onde possam ser esterilizados, devem tambem tais locais serem desinfetados com soluções apropriadas.

    O período de incubação, tal seja, aquele período que vai entre o contágio com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas está em torno de 1 a 3 dias, ou seja, extremamente curto quando comparado aos de outras doenças virais.

    Como também ocorre com o vírus da Parvovirose, o vírus Corona também infecta preferencialmente o trato intestinal dos animais e muito raramente espalha-se para outros órgãos do mesmo animal. A intensidade desses sintomas é variável e em alguns casos é mesmo inexistente algum sintoma, o que nos leva pensar estar a virose latente no organismo do animal, a espera de uma queda da sua resistência para vir a exteriorizar-se.



    Os sinais clínicos observados nos animais infectados são: diarréia em forma de jatos, vômito, perda de apetite, lacrimejamento, febre e letargia. A diarréia, geralmente, possui coloração alaranjada, no entanto, sem odor fétido.




    O diagnóstico deve ser feito através de exames laboratoriais, pois os sintomas são muito semelhantes aos causados pela Parvovirose, sendo assim, é necessário fazer um diagnóstico diferencial.

    Tratamento:



    Como ocorre com as enterites virais em geral, o tratamento dos animais enfermos resume-se a mero suporte (sintomático), já que não existem medicamentos específicos contra os vírus em geral. Com o fito de ser impedida desidratação do enfermo causada pelos vómitos e diarréia, a medida terapêutica principal resume-se na administração tanto oral quanto parenteral, de soro fisiológico ou glicosado, e nestes associados necessariamente também Vitaminas C e do complexo B, que exercem comprovada eficácia como protetoras que são das células do trato digestivo, além de coibirem o vômito.



    Prevenção: A vacinação é de extrema importância para a prevenção desta doença. Ela é administrada via intramuscular ou subcutânea, sendo que nos animais mais jovens a primeira dose é dada a partir do segundo mês de vida e a segunda dose 3 a 4 semanas após a primeira. Recomenda-se também a aplicação nas fêmeas antes da cobertura, pois desta forma a mãe irá conferir relativa imunidade passiva aos seus filhotes, bem como através da amamentação após o parto. A revacinação é recomendada tanto para os filhotes quanto para os animais mais velhos.


    Com esse post, termino de completar o quadro de doenças caninas que podem ser senão evitadas, ao menos minimizadas devido à vacinação.

    Para os cães atualmente há disponível as vacinas polivalentes (que protegem contra diversas doenças numa só vacina), que são conhecidas como óctupla (V8), déctupla (V10) ou sextupla (V6). E as monovalentes contra Giárdia, Tosse dos canis, Leptospirose, Leishmaniose e Anti-rábica.

    a) Vacina óctupla:
    protege o cão contra 8 doenças: cinomose, parvovirose, 2 tipos de leptospira (L. canicola e L. icterohaemorrhagiae), hepatite infecciosa, coronavírus, parainfluenza e adenovírus tipo 2.
    b) Vacina déctupla: além das 8 doenças da óctupla, possui mais 2 tipos de Leptospiras (L. grippotyphosa e L. pomona).

    c) Vacina sextupla:
    as mesmas doenças da óctupla com exceção das leptospiras.


    Até a próxima!

    Fontes:
    http://www.center.vet.br/coronavirose.html
    http://www.greepet.vet.br/coronavirose.php
    http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=viroses.htm
    http://surfkut.com/veterinario/dicas_filetti_Coronavirose.htm

    http://www.blacklab.com.br/coronavirose.htm

    Hepatite Infecciosa Canina

    A Hepatite Infecciosa Canina (HIC), conhecida também como doença de Rubarth é uma infecção viral causada pelo adenovírus canino tipo I (CAV-1) que acomete principalmente cães jovens e não vacinados.



    Transmisão: via oronasal. Há multiplicação primária nas tonsilas e linfonodos regionais, e depois multiplicação secundária nas células hepáticas e do retículo endotelial.
    Pode ser isolado nas fezes, urina, secreções orofaríngeas e sangue. Há uma tendencia para se localizar nos túbulos renais: daí a eliminação pela urina até um ano após a aparente recuperação da infecção.

    Sintomas Clínicos:
    O período de incubação dura de 4 a 7 dias.. Há febre, depressão e letargia.
    A temperatura declina em 24 horas e nos Casos Brandos há recuperação dentro de 1 ou 2 dias

    Casos moderados : A temperatura declina da febre inicial, mas não fica dentro da normalidade. Após 1 a 2 dias de febre de baixa intensidade, a temperatura aumenta novamente.
    Há depressão mais pronunciada, letargia, relutância em mover-se, sensibilidade abdominal, membranas mucosas pálidas, anorexia.
    Ocorre tonsilite, faringite e linfadenopatia cervical. A recuparação é em 3 a 5 dias.
    Opacidade corneana devido ao edema de córnea imunimediado pode ocorrer durante a convalescença.



    Casos Graves : Pode ocorrer diátese hemorrágica (tendência para sangramento sem causa aparente)  com hemorragias petequiais e equimósicas. O tempo de sangramento estará prolongado e ocorrem anormalidades da coagulação típicas de CID (o sangue começa a coagular por todo o corpo).
    Sintomas neurológicos relacionados às lesões vasculares podem ocorrer, assim como distensão abdominal, devido à ascite (acumulação de fluidos na cavidade abdominal) sanguinolenta.
    Pode ocorrer tosse devido devido à bronquite/bronqueolite que ocasionalmente progride para pneumonia. Pode também ocorrer diarréia serosanguinolenta, com ou sem vômito.
    Ocorre hepatomegalia.

                                                      ( http://www.scielo.br/scielo.)
    Diagnóstico: Alterações hematológicas (exame de sangue)

    Tratamento: terapia sintomática (fluidos intravenosos, antibióticos,transfusão de sangue).



     Prevenção :A prevenção é feita através da vacinação, com esquema prescrito por Médico Veterinário. Pelo fato de a Hepatite Infecciosa Canina ser uma doença de fácil transmissão, é importante tomar alguns cuidados para preveni-la além da vacinação, como por exemplo, a desinfecção dos locais onde o animal habita fazendo uso de vapor quente, vassouras de fogo e desinfetantes a base de amônia e se desfazendo dos objetos do animal (camas, brinquedos, comedouros, bebedouros).



    (ourofino, raçasonlone, revistaonvet)

    Parvovirose

    A parvovirose, também conhecida pelo nome de Enterite Canina Parvoviral, é altamente contagiosa e pertence à família Parvoviridae. É considerada uma zoonose, pois ataca tanto o homem como o cão.

    Cães de qualquer idade podem ser infectados, mas a incidência da moléstia é mais alta em filhotes entre 6 e 20 semanas de idade. Os filhotes com menos de 6 semanas são geralmente protegidos por imunidade passiva materna, enquanto os mais adultos ou foram imunizados ou falham em apresentar sintomas clínicos quando infectados.




    Transmissão: eliminação fecal, e pela via oral de entrada.

    Fatores pré disponentes: idade, esforço, fatores genéticos, superpopulação ou falta de sanidade, infecções simultâneas, infecção bacteriana secundária.

    Sintomas clínicos:
    Anorexia, depressão, vômito (são notados em primeiro lugar); diarréria líquida intratável que pode ser profusa e hemorrágica, e desidratação rapidamente progressiva. Febre variável.


    A hipotermia, icterícia ou diátese hemorrárica (CID) podem ocorrer terminalmente em animais endotóxicos.
    A morte pode ocorrer em casos graves particularmente em filhotes muito jovens, e é geralmente atribuida à desidratação, desequilíbrio eletrolítico e ao choque endotóxico.



    Há casos brandos em que cães se recuperam em 1 a 2 dias sem tratamento.
    Casos mais graves perduram de 3 a 5 dias, e podem se recuperar com tratamento intenso.
    Se o proprietário demorar a levar o animal ao veterinário ou se os vômitos e diarreia são prolongados, a morte ocorre mesmo com tratamento intenso.



    Diagnóstico: detecção do antígeno viral nas fezes, sintomas clínicos.

    Tratamento: suspender alimentação oral, fluidoterapia, antibióticos, corticóides, antieméticos, transfusão (plasma ou soro)



    Prevenção

    Cães com parvovirose eliminam grande quantidade de vírus em suas fezes durante a doença e são altamente infecciosos para outros cães. Assim, eles devem ser mantidos isolados de outros cães até no mínimo uma semana após recuperação total.

    A eliminação do vírus em instalações infectadas é difícil, porque o vírus é extremamente resistente, podendo sobreviver no ambiente por meses ou anos. Contudo, sugere-se a desinfecção com cloro alvejante diluído (1:30)

    A vacinação é o único meio real e  efetivo de prevenção e controle. O vírus é onipresente e uma ve zque é tão estável fora do animal e facilmente transmitido, a prevenção da exposição é quase impossível. VACINE !




    Principais Zoonoses - Raiva

    Moléstia neurológica induzida por vírus do gênero  Lyssavirus  que tem forma de bastão.



     É um vírus lábil, não persiste no meio: é inativado pelo éter e pela fervura.  O vírus é rapidamente inativado pela radiação ultravioleta, também é destruído pela pasteurização, e na saliva ressecada o vírus perde sua virulência em poucas horas, à temperatura ambiente.

    Os ácidos, álcalis, formol, cloretos (cloreto de mercúrio) e vários outros desinfetantes são bastante eficazes; os compostos fenólicos e a amônia quaternária são menos eficazes. Nos primeiros socorros de casos de mordeduras, podemos utilizar uma solução com 20% de detergente e 70% de álcool ou iodo.




    Os animais sivestres são os reservatórios primários para a raiva, mas os domésticos são a principal fonte de transmisão aos seres humanos.
    O vírus precisa entrar em contato com as terminações nevosas, penetrando nas fibras nervosas atnes que ocorra a infecção que condiz ao desenvolvimento da raiva.





    A transmissão se faz através de: * saliva infectada
                                                         * fibras nervosas lesionadas devido à mordida
                                                         * contaminação de ferida recente com saliva
                                                         * mucosa conjuntiva/olfatória





    O período de incubação é de 3 a 8 semanas e depende da localização da mordida e da quantidade de vírus presente na exposição.
    O vírus migra centriptamente nas fibras nervosas, levando a um comportamento anormal e à paralisia.
    Depois migra centrifugamento até as glândulas salivares.


    Sintomas clínicos:

    A) Pró Drômico: há mudança de comportamento. Em animais de estimação observamos apreensão, pouco alerta às alterações ambientais, escondem-se por medo. Dilatação das pupilas, salivação, o animal "morde o ar" , e late com sangue agudo. Modificação da andadura (rígida) e contração
    Dura de 1 a 3 dias.



    B) Excitação: proeminente hiperatividade aos estímulos externos. Alguns podem não apresentar esta fase.

    Dificuldade de deglutição, sialorréia (baba).
    Síndrome de ataque: agressão violenta, boca espumando. Dura de 1 a 4 dias e há progressão para um quadro convulsivo terminal ou paralisia se o animal viver por um período mais prolongado)



                                                       (imagem cachorrosblog)


    C) Paralítico:

    Se a fase excitativa não é observada, ou é muito curta, então a denominamos como Raiva Silenciosa ou Paralítica.
    O animal não se encontra irritadiço, raramente morde. Há paralisia ascendente dos membros. Somente 25% dos casos de Raiva em felinos correspondem a este tipo, comparado aos 75% de casos observados em cães. 
    Esta fase dura de 1 a 2 dias


    D) Morte: ocorre 2 a 7 dias após o início dos sintomas.

    A sobrevivência ou recuperação da raiva foi documentada em cães e gatos, bem como em casos raros de pacientes humanos. Em cães há implicações quanto à possível exposição ao vírus da raiva de cães/gatos que parecem ter se recuperado de moléstias de neurônios motores inferiores, que se assemelham a uma porirradiculoneurite.


    Diagnóstico: a raiva deve ser uma suspeita com base nos sintomas clínicos
    (post mortem: Anticorpos fluorescentes [cérebro] )

    Procedimento completo no caso de suspeita:
    1. Isolar o animal suspeito.
    2. Se alguma pessoa foi mordida ou tiver contato estreito com o animal suspeito, deverá lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar auxilio médico.
    3. Consultar o veterinário do Centro de Zoonoses. Amostras de tecidos (de preferência da cabeça toda, ou a região do hipocampo cerebral e cerebelo), removidos do animal morto, deverão ser enviadas para laboratórios governamentais de diagnóstico.
    4. O veterinário, recebendo o laudo do diagnóstico, deverá notificar as autoridades sanitárias locais. Deverá também comunicar ao proprietário do animal, e deverá colocar os animais expostos ou suspeitos em quarentena.



    Tratamento: não é recomendado aos animais devido ao risco de exposição humana. É preciso observar o cão/gato por alguns dias e se ele apresentar os sintomas, o caso é de isolamento completo e eutanásia. Se o animal fugiu, todos os procedimentos médico-hospitalares devem ser tomados.

    Prevenção:
    A profilaxia é vacinar os animais de estimação a partir de 3 meses de idade e depois anualmente; capturar cães de rua; controlar os transmissores (morcegos), evitando, porém, contato direto com o mesmo.



    Caso seja detectada a presença de morcegos em alguma região deve-se procurar iluminar áreas externas nas residências, colocar telas nos vãos, janelas e buracos e fechar ou vedar porões, pisos falsos e cômodos pouco utilizados que permitam o alojamento de colônias. Fique atento aos locais mais freqüentes onde os morcegos se alojam: Sótãos, forros, porões, pisos falsos, garagens, vãos de dilatação de prédios, casas de maquinas (elevadores), caixas de persianas, estábulos, copas das árvores, troncos ocos de árvores, cavernas e edifícios abandonados.
    Quando se deparar com um desses animais, procure não provocá-lo, nem tente capturá-lo. Afaste as pessoas e animais do ambiente onde o morcego se instalou e isole o local, se possível. Evite sempre o contato direto com qualquer tipo de morcego vivo ou morto. Caso tenha problemas procure o Centro de Zoonoses de sua cidade ou uma orientação Médico Veterinário. (saudeanimal)

    Extras:

    Casos importantes sobre a RAIVA no Brasil

    Cura de paciente pela peimeira vez no Brasil : http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL986719-5603,00.html

    Campo Grande registra caso de raiva canina depois de 23 anos  http://bocadopovonews.com.br/site/canal/destaques/16388.html



    Principais Zoonoses - Leptospirose

    A leptospirose é uma doença infecciosa, de notificação compulsória, causada pelas bactérias do gênero Leptospira.  É uma das zoonoses mais frequentes, sendo observada principalmente nos meses mais chuvosos, em áreas alagadas ou com problemas de saneamento.



    É conhecida também como "doença do xixi do rato", pois o rato é o maior responsável por sua transmissão, mas tanto os animais selvagens quanto os domésticos são reservatório para essa enfermidade.



    O rato de esgoto (Rattus novergicus) é o principal responsável pela infecção do cãopor dois motivos principais:
    1) em razão do comportamento de caçador do animal
    2) por existir ratos em grande número (da proximidade com seres humanos).

     A L. interrogans multiplica-se nos rins dos ratos sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino (água tratada).


    O espiroqueta da leptospirose é passado na urina de animais infectados e entra no corpo do cão através de uma ferida aberta na pele ou quando ele come ou bebe algo contaminado pela urina infecciosa.

    Os primeiros sintomas são: anorexia (falta de apetite), vômitos, febre.
    Poucos dias ou horas depois, há gastroenterite hemorrágica, mialgia (dor no corpo), fraqueza, depressão, poliúria (o cão faz muito xixi), polidipsia (bebe muita água), tosse espontânea, respiração difícil, estomatite necrosante (feridas na boca), icterícia (mucosas amarelas), urina com sangue (bem escura), hemorragias subcutâneas.

      

    Observe a mucosa amarelada da boca do cão à esquerda. Infelizmente é uma doença de curso rápido. Qualquer alteração acima que voce tenha visto no seu animal, leve-o imediatamente ao veterinário.


    O cão à direita apresenta febre, anorexia e depressão.
    São sintomas inespecíficos, ou seja, são comuns a várias doenças. Como a leptospirose é uma delas, se seu cão está apático, sem comer, sem brincar, desconfie.




    O diagnóstico é feito atraves de exame específico sanguíneo e  pela observação dos sintomas.. O quanto antes descoberta, maior a chance de sucesso no tratamento.

    O tratamento requer que o animal fique internado na clínica por diversas razões:

    * é foco de transmissão para outros animais da casa e para o homem
    * precisa de soroterapia para repor líquido que perdeu com vocmitos e diarreia
    * precisa de antibióticos (penicilina e outros), antieméticos e antidiarreicos, que devem seguir padrão rigoroso de dosagem e horário



    Os cães com leptospirose devem ser manejados cuidadosamente para evitar infecção. Mesmo que seu cão se recupere, ele ainda pode ser um portador por até um ano. Seu veterinário pode aconselhá-lo sobre como evitar infecção depois que ele estiver bem.

    É uma doença que, quando tratada desde o inicio, tem boa porcentagem de cura. Mas se o animal já chegar ao veterinário já com ictericia e/ou urinando sangue, as chances de cura diminuem, podendo, em muitos casos levar à morte.

    A prevenção ainda é o melhor remédio.

    Para o animal:

    Não deixar o alimento pernoitar na vasilha.
    Mantê-los acima do nível do solo(Utilizar suportes de fixação nas paredes)
    Recolher restos de alimentos e deixar os sacos de lixos lacrados em locais de difícil acesso
    Telar entradas externas para dificultar a entrada do roedor.
    Vacinar o animal anual ou semestralmente para o resto da vida.

    Um esquema de vacinação para o cão. Observe que a cotra leptospirose se encontra na primeira dose, nos dois reforços seguintes e depois uma vez ao ano durante a vida do animal.

    Para o homem:
    Evitar contato com águas de enchente, ou utilizar proteção como botas de borrachas em locais alagados;
    • Proibir pessoas de nadarem ou lavarem roupas em águas suspeitas de contaminação;
    • Combater roedores, proteger alimentos e água de consumo;
    • Não utilizar água de poço inundado;
    • Prevenção em locais de grupos de risco: operários que atuam em limpeza de esgoto, córregos, e demais áreas sujeitas a contaminação, como lavouras irrigadas (arroz), através do uso de botas e luvas;
    • Lavar e desinfetar a caixa de água, assim como observar a perfeita vedação da mesma.






    - GEARY, Michael - Tudo sobre cães. Círculo do Livro, São Paulo -1978.- GYGAS, Théo - 1000 perguntas 1000 respostas, São Paulo - 1975- Informe Epidemiológico do S.U.S., Fundação Nacional de Saúde, 1996, Brasília.- Publicação da Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde, Divisão Nacional de Zoonoses, 1987, Brasília.

    Vacinação

      3) Vacinação

    Já há alguns anos vemos que cães e gatos  fazem parte da família brasileira. São a companhia do idoso e a alegria da criança. O abraço mais gostoso, as lambidas e beijos fazem felizes nossos dias, pois seu amor por nós é incondicional e imensurável.
    Por isso é muito importante mantermos hábitos de higiene, além dos cuidados com a saúde do nosso pet.


    Vacinar seu filhote ou animal adulto é o cuidado mais importante, sem dúvida. É uma maneira de prevenir algumas doenças (e não curá-las), inclusive zoonoses. Zoonoses são doenças que passam de animal para o homem e vice versa.
    Para ser vacinado, o animal deve estar saudável (sem febre, diarreia ou qualquer outro sinal de doença) e também já vermifugado.

    Esquema de vacinação:
    Cão:
    60 dias de vida: 1ª dose da polivalente (prevenção contra cinomose, hepatite infecciosa, adenovírus tipo 2, coronavirose, parainfluenza, parvovirus e leptospirose)
    30 dias após 1ª dose: 2ª dose da polivalente
    30 dias após 2ª dose: 3ª dose da polivalente
    3 a 4 meses de idade: anti-rábica
    Vacina contra Giardia e Pneumonia a partir dos 45 dias, com reforço após 30 dias e reforço anual em dose única.



    Gato:
    60 dias de vida: 1ª dose múltipla
    Quadrupla: previne contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose e clamidiose
    Quintupla: previne contra contra panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e leucemia felina*
    30 dias após 1ª dose: 2ª dose múltipla
    30 dias após 2ª dose: 3ª dose múltipla
    Entre 3 e 4 meses de vida: Anti-rábica


    Recomendações importantes:

    - Nenhum filhote deve sair à rua ou ter contato com outros animais sem estar vacinado;

    - Nunca deixe de aplicar as doses anuais e a vacina anti-rábica em cães e gatos;

    - Mesmo animais que vivem presos precisam receber doses de vacina;

    - Não aplique medicamentos no animal sem consultar antes um veterinário;

    - Mesmo vacinado, não deixe o animal ficar em contato com bichos doentes;

    - Animais criados com responsabilidade não transmitem doenças aos homens.


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