É uma doença causada por uma bactéria intracelular denominada Chlamydophila felis, caracterizada por conjuntivite (muitas vezes unilateral), sinais ligeiros de infecção do trato respiratório superior e suave pneumonia.
Freqüentemente, após cerca de umas duas semanas, os sintomas começam a melhorar, pois a clamidiose costuma ceder na grande maioria dos gatos doentes, havendo então uma lenta recuperação até que o animal volte a ficar disposto e ativo. Já nos gatos mais debilitados a clamidiose pode evoluir para outras patologias mais graves devido a queda de resistência que provoca.
Diagnóstico: pode ser realizado através de culturas de
swab conjuntival, teste de ELISA e pesquisa de anticorpos
para Chlamydophila, além de observação clínica e histórico do
animal.
Tratamento: O prognóstico da doença é BOM, se o diagnóstico for
realizado precocemente e realizada um tratamento adequado. Como se trata de uma
bactéria gram negativa, deverá se combatida com antibióticos
específicos.
Clamidiose Felina
Moléstia Respiratória Viral Felina
Causada por uma gama de vírus: Herpesvirus felino (HVF1) - Rinotraqueíte
Calicevirus felino - Calicevirose Felina
Reovirus, Coronavirus
Na fase aguda observamos pirexia, anorexia e desidratação.
Na fase crônica, os gatos recuperados são portadores, mas com poucos sinais clínicos.
Porém, cada vírus obtém uma resposta diferente do organismo do gato, e essa resposta se manifesta como sinais clínicos.
A) Rinotraqueíte Viral Felina
* Infecções agudas: na maioria dos casos, permanece como infecção superficial, mas pode ocorrer viremia nos casos graves. Há febre, anorexia, depressão, ataques agudos de espirros.
Há tosse e estertor se houver envolvimento traqueal ou bronquial e ceratite ulcerativa.
* Infecção in utero : pode ocorrer infecção generalizada no nascimento ou os sintomas clínicos aparecem dias depois. O gatinho morre 1 a 3 semanas depois por desidratação e desnutrição (algumas vezes há pneumonia e necrose hepática)
Sequelas: predisposição a infecções bacterianas e micoplásmicas. Gatos com rinite crônica e sinusite frontal (por causa dos ataques de espirros). Epífora crônica.
Portador: O estado de portador caracteriza-se por fase latente, pontilhada de episódios de eliminação do vírus inconsistentemente comparados com recrudescimento dos seintomas clínicos (conjuntivite branda, corrimento nasal, espirros).
A multiplicação e eliminação virais são precedidas por episódios fatigantes (glicocorticóides, mudança de ambiente, ....)
Os animais podem permanecer infectados por anos, com anticorpos séricos pela exposição natural ou infecção). Porém, nem todos os portadores são importantes na disseminação da infecção: tudo depende da carga viral que ele expele.
B) Calicivirose Felina
* Infecção Aguda: Sintomas: infecção do trato respiratório superior, pneumonia, moléstia ulverativa, enterite, atrite aguda.
Mais frequente em gatinhos que residem em grupos.
*Infecção Branda: O período de incubação é de 3 a 5 dias.
Há pirexia, anorexia, mal estar, corrimento oculonasal seroso brando, úlceras superficiais no dorso da língua, palato duro e filtro nasal e menos comumente nos lábios e coxins plantares.
Ocasionalmente pode produzir úlcera necrosada grande e em forma de ferradura, na superfície anterodorsal da língua. Outros sintomas que podem ocorrer: traqueobronquite, diarréia, mialgia, deambulação rígida, hiperestesia.
A forma aguda dura 21 dias. Depois de 30 dias, o animal se torna um portador crônico. Esse portador fica por semanas, meses ou ocasionalmente durante toda a vida (mesmo na presença de Anticorpos séricos).
Diagnóstico diferencial: Rinotraqueíte Viral Felina - conjuntivite aguda e frequentes espirros com ceratite ulcerativa.
Calicivirose Felina - glossite ulcerativa ou pneumonia aguda
Clamydia psitaci - conjuntivite folicular ou pneumonia aguda.
Cryptococcus neoformans - espirros crônicos e lesões ulcerativas em torno das narinas externas.
Também fazer o diagnóstico diferencial de: rinite irritante, rinite alégica, afecção dentária grave, fístulas oronasais, corpo estranho nasal, tumores nasais, pólipos nasofaríngeos.
Diagnóstico Laboratorial : hematologia, isolamento viral, testes imunofluorescentes, sorologia, achados patológicos.
Tratamento : limpeza dos corrimentos e saliva, dieta apetitosa e mole, hospitalização em casos graves, ambiente quente (diminuição da multiplicação), fluidoterapia, descongestionantes tópicos (BID 48h), antibioticoterapia, oxigenoterapia e broncodilatadores.
Prevenção:
A prevenção da Rinotraqueíte e Calicivirose é feita através de vacina aos 2 e 3 meses de idade e renovada a cada ano. Mesmo que seu gato não saia de casa, não deixe de vaciná-lo, principalmente gatos idosos por serem mais sensíveis, ficando doentes com mais facilidade.-> Esquema de vacinação:
Aos 2 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)
Aos 3 meses - Tríplice, Quádrupla e F5 (Quintupla Felina)Caso o animal tenha mais de 4 meses de idade são feitas 2 doses com intervalo de 21 dias.
É necessária a revacinação anual.
Recomenda-se vacinar apenas gatos sadios.
gruponossosbichos, blablablanarede
Panleucopenia
Panleucopenia felina é uma doença viral que acontece aos gatos domésticos e outros membros da família Felidae causada pelo parvovírus - o mais importante vírus gastrointestinal dos gatos.
Essa doença não é transmissível ao homem e nem a outros animais de estimação.
Devido a sua natureza altamente contagiosa, o vírus da panleucopenia felina encontra-se disperso por todo o ambiente onde encontramos um ser contaminado. O reservatório do vírus são os próprios gatos, sendo que a transmissão é feita mediante as seguintes maneiras:
* Infecções in útero: o vírus atravessa útero e placenta e ultrapassa a barreira hematoencefálica do feto, causando alterações teratológicas variadas.
No primeiro terço da gestação causa morte fetal prematura, com abortamento ou reabsorção dos tecidos fetais.
No segundo terço da gestação causa morte (com mumificação ou abortamento) ou os gatinhos podem nascer com alterações teratológicas: hipoplasia cerebelar, lesão da medula espinhal, hidrocefalia e / ou displasia retiniana.
* Infecções neonatais precoces: a inoculação oral, infectando primeiro a orofaringe .
Há viremia ( principalmente cerebelo, timo e linfonodos mesentéricos ) e depois lesão cerebelar,com infecções adquiridas até os 9 dias de idade.
Sintomas clínicos: são animais bem frágeis, podendo morrer por infecções oportunistas no início de suas vidas ou terem aspecto normal pois os sintomas da lesão cerebelar podem aparecer depois de 2 ou 3 semanas. Há hipermetria, tremores de intenção que desaparecem em repouso, incoordenação, rolamentos e tropeções, e ataxia.
(gato com ataxia cerebelar)
* Infecções em gatinhos mais velhos (mais de 2 semanas de idade ).
A infecção oral com multiplicação no tecido linfóide da orofaringe e quando dá viremia, a multiplicação nas células epteriais do intestino delgado, células tronco da medula óssea, timo e linfonodos.
Sintomas clínicos:
A) Infecção Per Aguda: confunde com envenenamento. O gatinho parece deprimido durante algumas horas , logo entra em coma e morre. Nesse curto espaço de tempo pode haver vômitos ocasionais.
B) Infecção Aguda: Em jovens gatos há súbita depressão e anorexia, febre, vômitos persistentes, diarréia grave e fétida (as fezes podem ter sangue e cilindros de fibrina). A palpação abdominal é dolorosa. O gatinho chega perto do bebedouro, mas não bebe água.
As alças intestinais estão espessadas e cordiformes ou distendidas por gases e líquidos.
Há morte em 25% a 90% dos animais. Os que se recuperam (5 dias ou mais), podem apresentar a Síndrome da Má Absorção.
Os gatinhos gravemente afetados tornam-se progressivamente fracos e hipotérmicos, levando à morte por desidratação, endotoxemia ou CID.
Outros sintomas menos comuns são: icterícia branda, estomatite ulcerativa ou necrosante, irite com reflexos no humor aquoso, infecçoes secundárias, hemorragias cutâneas, esfacelamento nos locais de injeção, necrose e esfacelamento nas pontas das orelhas.
Pode ocorrer uma Infecção Sub Aguda, onde há uma vaga enfermidade por 1 a 3 dias. Ocorre anorexia, pirexia e desconforto durante a palpação. Os sintomas gastrintestinais estão ausentes. A recuperação é rápida.
Ainda há a possibilidade de Infecção Subclínica, que pode ser comum em adultos. Anticorpos anti Vírus da Panleucopenia Felina estão presentes na maioria dos gatos de vida livre.
Fêmeas asssintomáticas podem parar filhotes infectados assintomaticamente.
Diagnóstico: laboratorial (hematologia, bioquimica serica, sorologia, Isolamento viral, achados patológicos)
Tratamento:
Isolamento do animal (até 6 semanas depois da cura),
Restrição alimentar e hídrica. Depois, dieta com alimentos moles e facilmente digeríveis)
Fluidoterapia
Suplementação vitamínica
Plasma ou Sangue integral
Antibioticoterapia parenteral
O prognóstico, isto é a provável evolução da doença, é de reservado a ruim devido à rápida desidratação e à pouca idade que os doentes apresentam.
A panleucopenia deve ser considerada em todos os casos de gatos jovens que apresentem vômitos e diarréia aguda, com menos de 12 meses de idade e que não têm vacinação ou a vacinação está incompleta.
A recomendação técnica básica é a preventiva, ou seja, todos os gatos jovens devem ser vacinados contra a panleucopenia aos 2 meses de idade e se a vacina deve ser repetida depois de um mês. Os adultos e principalmente as fêmeas devem ser vacinados anualmente para que o nível de anticorpos seja sempre seguro.
Coronavirose
A Coronavirose Canina, também denominada Gastroenterite Contagiosa dos Cães, é causada por um vírus parecido ao da Parvovirose, levando a uma infecção aguda, em animais de todas as idades e raça. Este vírus não infecta apenas os cães, mas também: bovinos, gatos e outros animais. No Brasil, esta doença foi constatada apenas na década de 1980.
Transmissão:
Com esse post, termino de completar o quadro de doenças caninas que podem ser senão evitadas, ao menos minimizadas devido à vacinação.
Para os cães atualmente há disponível as vacinas polivalentes (que protegem contra diversas doenças numa só vacina), que são conhecidas como óctupla (V8), déctupla (V10) ou sextupla (V6). E as monovalentes contra Giárdia, Tosse dos canis, Leptospirose, Leishmaniose e Anti-rábica.
a) Vacina óctupla: protege o cão contra 8 doenças: cinomose, parvovirose, 2 tipos de leptospira (L. canicola e L. icterohaemorrhagiae), hepatite infecciosa, coronavírus, parainfluenza e adenovírus tipo 2.
b) Vacina déctupla: além das 8 doenças da óctupla, possui mais 2 tipos de Leptospiras (L. grippotyphosa e L. pomona).
c) Vacina sextupla: as mesmas doenças da óctupla com exceção das leptospiras.
Fontes:
http://www.greepet.vet.br/coronavirose.php
http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=viroses.htmhttp://surfkut.com/veterinario/dicas_filetti_Coronavirose.htm
http://www.blacklab.com.br/coronavirose.htm
Hepatite Infecciosa Canina
A Hepatite Infecciosa Canina (HIC), conhecida também como doença de Rubarth é uma infecção viral causada pelo adenovírus canino tipo I (CAV-1) que acomete principalmente cães jovens e não vacinados.
Transmisão: via oronasal. Há multiplicação primária nas tonsilas e linfonodos regionais, e depois multiplicação secundária nas células hepáticas e do retículo endotelial.
Pode ser isolado nas fezes, urina, secreções orofaríngeas e sangue. Há uma tendencia para se localizar nos túbulos renais: daí a eliminação pela urina até um ano após a aparente recuperação da infecção.
Sintomas Clínicos:
O período de incubação dura de 4 a 7 dias.. Há febre, depressão e letargia.
A temperatura declina em 24 horas e nos Casos Brandos há recuperação dentro de 1 ou 2 dias
Casos moderados : A temperatura declina da febre inicial, mas não fica dentro da normalidade. Após 1 a 2 dias de febre de baixa intensidade, a temperatura aumenta novamente.
Há depressão mais pronunciada, letargia, relutância em mover-se, sensibilidade abdominal, membranas mucosas pálidas, anorexia.
Ocorre tonsilite, faringite e linfadenopatia cervical. A recuparação é em 3 a 5 dias.
Opacidade corneana devido ao edema de córnea imunimediado pode ocorrer durante a convalescença.
Casos Graves : Pode ocorrer diátese hemorrágica (tendência para sangramento sem causa aparente) com hemorragias petequiais e equimósicas. O tempo de sangramento estará prolongado e ocorrem anormalidades da coagulação típicas de CID (o sangue começa a coagular por todo o corpo).
Sintomas neurológicos relacionados às lesões vasculares podem ocorrer, assim como distensão abdominal, devido à ascite (acumulação de fluidos na cavidade abdominal) sanguinolenta.
Pode ocorrer tosse devido devido à bronquite/bronqueolite que ocasionalmente progride para pneumonia. Pode também ocorrer diarréia serosanguinolenta, com ou sem vômito.
Ocorre hepatomegalia.
( http://www.scielo.br/scielo.)
Diagnóstico: Alterações hematológicas (exame de sangue)
Tratamento: terapia sintomática (fluidos intravenosos, antibióticos,transfusão de sangue).
Prevenção :A prevenção é feita através da vacinação, com esquema prescrito por Médico Veterinário. Pelo fato de a Hepatite Infecciosa Canina ser uma doença de fácil transmissão, é importante tomar alguns cuidados para preveni-la além da vacinação, como por exemplo, a desinfecção dos locais onde o animal habita fazendo uso de vapor quente, vassouras de fogo e desinfetantes a base de amônia e se desfazendo dos objetos do animal (camas, brinquedos, comedouros, bebedouros).
(ourofino, raçasonlone, revistaonvet)
Parvovirose
A parvovirose, também conhecida pelo nome de Enterite Canina Parvoviral, é altamente contagiosa e pertence à família Parvoviridae. É considerada uma zoonose
Principais Zoonoses - Raiva
Moléstia neurológica induzida por vírus do gênero Lyssavirus que tem forma de bastão.
É um vírus lábil, não persiste no meio: é inativado pelo éter e pela fervura. O vírus é rapidamente inativado pela radiação ultravioleta, também é destruído pela pasteurização, e na saliva ressecada o vírus perde sua virulência em poucas horas, à temperatura ambiente.
Os ácidos, álcalis, formol, cloretos (cloreto de mercúrio) e vários outros desinfetantes são bastante eficazes; os compostos fenólicos e a amônia quaternária são menos eficazes. Nos primeiros socorros de casos de mordeduras, podemos utilizar uma solução com 20% de detergente e 70% de álcool ou iodo.
Os animais sivestres são os reservatórios primários para a raiva, mas os domésticos são a principal fonte de transmisão aos seres humanos.
O vírus precisa entrar em contato com as terminações nevosas, penetrando nas fibras nervosas atnes que ocorra a infecção que condiz ao desenvolvimento da raiva.
A transmissão se faz através de: * saliva infectada
* fibras nervosas lesionadas devido à mordida
* contaminação de ferida recente com saliva
* mucosa conjuntiva/olfatória
O período de incubação é de 3 a 8 semanas e depende da localização da mordida e da quantidade de vírus presente na exposição.
O vírus migra centriptamente nas fibras nervosas, levando a um comportamento anormal e à paralisia.
Depois migra centrifugamento até as glândulas salivares.
Sintomas clínicos:
A) Pró Drômico: há mudança de comportamento. Em animais de estimação observamos apreensão, pouco alerta às alterações ambientais, escondem-se por medo. Dilatação das pupilas, salivação, o animal "morde o ar" , e late com sangue agudo. Modificação da andadura (rígida) e contração
Dura de 1 a 3 dias.
B) Excitação: proeminente hiperatividade aos estímulos externos. Alguns podem não apresentar esta fase.
Dificuldade de deglutição, sialorréia (baba).
Síndrome de ataque: agressão violenta, boca espumando. Dura de 1 a 4 dias e há progressão para um quadro convulsivo terminal ou paralisia se o animal viver por um período mais prolongado)
(imagem cachorrosblog)
C) Paralítico:
D) Morte: ocorre 2 a 7 dias após o início dos sintomas.
A sobrevivência ou recuperação da raiva foi documentada em cães e gatos, bem como em casos raros de pacientes humanos. Em cães há implicações quanto à possível exposição ao vírus da raiva de cães/gatos que parecem ter se recuperado de moléstias de neurônios motores inferiores, que se assemelham a uma porirradiculoneurite.
Diagnóstico: a raiva deve ser uma suspeita com base nos sintomas clínicos
(post mortem: Anticorpos fluorescentes [cérebro] )
Procedimento completo no caso de suspeita:
- Isolar o animal suspeito.
- Se alguma pessoa foi mordida ou tiver contato estreito com o animal suspeito, deverá lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar auxilio médico.
- Consultar o veterinário do Centro de Zoonoses. Amostras de tecidos (de preferência da cabeça toda, ou a região do hipocampo cerebral e cerebelo), removidos do animal morto, deverão ser enviadas para laboratórios governamentais de diagnóstico.
- O veterinário, recebendo o laudo do diagnóstico, deverá notificar as autoridades sanitárias locais. Deverá também comunicar ao proprietário do animal, e deverá colocar os animais expostos ou suspeitos em quarentena.
Tratamento: não é recomendado aos animais devido ao risco de exposição humana. É preciso observar o cão/gato por alguns dias e se ele apresentar os sintomas, o caso é de isolamento completo e eutanásia. Se o animal fugiu, todos os procedimentos médico-hospitalares devem ser tomados.
Prevenção:
Casos importantes sobre a RAIVA no Brasil
Cura de paciente pela peimeira vez no Brasil : http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL986719-5603,00.html
Campo Grande registra caso de raiva canina depois de 23 anos http://bocadopovonews.com.br/site/canal/destaques/16388.html
Principais Zoonoses - Leptospirose
A leptospirose é uma doença infecciosa, de notificação compulsória, causada pelas bactérias do gênero Leptospira. É uma das zoonoses mais frequentes, sendo observada principalmente nos meses mais chuvosos, em áreas alagadas ou com problemas de saneamento.
É conhecida também como "doença do xixi do rato", pois o rato é o maior responsável por sua transmissão, mas tanto os animais selvagens quanto os domésticos são reservatório para essa enfermidade.
1) em razão do comportamento de caçador do animal
2) por existir ratos em grande número (da proximidade com seres humanos).
A L. interrogans multiplica-se nos rins dos ratos sem causar danos, e é eliminada pela urina, às vezes por toda a vida do animal. A L. interrogans eliminada junto com a urina de animais sobrevive no solo úmido ou na água, que tenham pH neutro ou alcalino. Não sobrevive em águas com alto teor salino (água tratada).
Observe a mucosa amarelada da boca do cão à esquerda. Infelizmente é uma doença de curso rápido. Qualquer alteração acima que voce tenha visto no seu animal, leve-o imediatamente ao veterinário.São sintomas inespecíficos, ou seja, são comuns a várias doenças. Como a leptospirose é uma delas, se seu cão está apático, sem comer, sem brincar, desconfie.
O diagnóstico é feito atraves de exame específico sanguíneo e pela observação dos sintomas.. O quanto antes descoberta, maior a chance de sucesso no tratamento.
O tratamento requer que o animal fique internado na clínica por diversas razões:
* é foco de transmissão para outros animais da casa e para o homem
* precisa de soroterapia para repor líquido que perdeu com vocmitos e diarreia
* precisa de antibióticos (penicilina e outros), antieméticos e antidiarreicos, que devem seguir padrão rigoroso de dosagem e horário
Os cães com leptospirose devem ser manejados cuidadosamente para evitar infecção. Mesmo que seu cão se recupere, ele ainda pode ser um portador por até um ano. Seu veterinário pode aconselhá-lo sobre como evitar infecção depois que ele estiver bem.
É uma doença que, quando tratada desde o inicio, tem boa porcentagem de cura. Mas se o animal já chegar ao veterinário já com ictericia e/ou urinando sangue, as chances de cura diminuem, podendo, em muitos casos levar à morte.
A prevenção ainda é o melhor remédio.
Para o animal:
Um esquema de vacinação para o cão. Observe que a cotra leptospirose se encontra na primeira dose, nos dois reforços seguintes e depois uma vez ao ano durante a vida do animal.- Proibir pessoas de nadarem ou lavarem roupas em águas suspeitas de contaminação;
- Combater roedores, proteger alimentos e água de consumo;
- Não utilizar água de poço inundado;
- Prevenção em locais de grupos de risco: operários que atuam em limpeza de esgoto, córregos, e demais áreas sujeitas a contaminação, como lavouras irrigadas (arroz), através do uso de botas e luvas;
- Lavar e desinfetar a caixa de água, assim como observar a perfeita vedação da mesma.
Vacinação
Vacinar seu filhote ou animal adulto é o cuidado mais importante, sem dúvida. É uma maneira de prevenir algumas doenças (e não curá-las), inclusive zoonoses. Zoonoses são doenças que passam de animal para o homem e vice versa.
- Nunca deixe de aplicar as doses anuais e a vacina anti-rábica em cães e gatos;
- Mesmo animais que vivem presos precisam receber doses de vacina;
- Não aplique medicamentos no animal sem consultar antes um veterinário;
- Mesmo vacinado, não deixe o animal ficar em contato com bichos doentes;
- Animais criados com responsabilidade não transmitem doenças aos homens.
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