Obesidade em cães e gatos

Uma das preocupações de todo dono de cão e gato consciente deve ser a obesidade. A questão é que a gordura pode levar o pet a ter vários outros problemas de saúde, como dificuldades respiratórias, triglicérides, colesterol, hipertensão, diabetes, problemas no coração e até mesmo câncer.

A forma física de todos os cães pode ser apreciada colocando a mão na zona das costelas. Estas não devem ser visíveis, ou seriam sinal de magreza, mas devem poder ser sentidas se esfregar levemente a ponta dos dedos.

Para uma avaliação mais precisa, deve consultar o veterinário que pesa, mede, observa e faz a apalpação de algumas zonas para verificar se o animal tem gordura a mais e se está convenientemente tonificado.

Algumas raças de cães raramente ganham peso a mais, como por exemplo, os cães nórdicos, há no entanto outras que parecem ser verdadeiras máquinas de triturar comida. Para piorar a situação, algumas dessas raças são propensas ao desenvolvimento de displasia, que são agravadas com o excesso de peso.



Algumas raças de cães com tendência a engordar:

  • Basset Hound
  • Beagle
  • Bichon Frisé
  • Cairn Terrier e outros terriers de porte pequeno
  • Caniche Toy
  • Cocker Spaniel Inglês e Americano
  • Dachshund
  • Dálmata
  • Dogue Alemão
  • Springer Spaniel Inglês e Galês
  • Golden Retriever
  • Labrador Retriever
  • Mastiff
  • Pug
  • S. Bernardo
  • Schnauzer Miniatura
  • Shih Tzu
  • Weimaraner
Riscos para a saúde

A quantidade de cães e gatos obesos que se vê nas ruas parece indicar que há ainda muitos donos que não conhecem os riscos a que o cão/gato está sujeito ao tornar-se obeso.

A obesidade contribui para:

Risco aumentado em cirurgias – Necessidade de uma maior dose de anestesia e menor visibilidade dos órgãos envolvidos em massa gorda;

Maior pressão sobre o coração, pulmões, rim e articulações – Quase todos os órgãos do cão têm de aumentar o seu ritmo de atividade para manter o maior volume de massa do animal.


Agravamento de doenças articulares, como a artrite – O aumento de peso faz com que o cão tenha de forçar mais as articulações para se poder movimentar. A artrite, que provoca dores intensas, pode-se desenvolver devido ao aumento da pressão sobre joelhos, anca e cotovelos. Esta condição é ainda mais preocupante nas raças de porte grande que são já predispostas a desenvolver displasias.

Desenvolvimento de problemas respiratórios em tempo quente e durante exercício – Num cão obeso os pulmões têm menos espaço para se encherem de ar e têm em contrapartida de aumentar a sua capacidade de captação de oxigénio para fornecer ar ao maior número de células no corpo.

Desenvolvimento de diabetes – Doença sem cura que pode obrigar a injecções diárias e pode levar à cegueira. A incapacidade de produção de insulina para processar os níveis aumentados de açúcar está por detrás do desenvolvimento de diabetes.

Aumento da pressão sanguínea que pode originar problemas cardíacos – O coração é um órgão bastante afectado pela obesidade. O coração tem de aumentar a sua capacidade de distribuição de sangue a muitos mais sítios que se foram criando com a acumulação de massa. Como o sangue tem de percorrer um caminhos mais longos, a força ou pressão com que é bombeado tem de aumentar.

Aumento da probabilidade de desenvolver tumores – Estudos recentes associam o desenvolvimento de cancro, sobretudo mamário ou no sistema urinário, com a obesidade.
Perda de eficácia do sistema imunulógico – As doenças virais parecem afectar de forma mais agressiva os cães com excesso de peso.


Problemas gastrointestinais – Diarreia e o aumento da flatulência ocorrem mais frequentemente em cães obesos, situação que não é agradável nem para o cão e nem para o dono.

Em suma, um animal obeso perde qualidade de vida. As doenças associadas à obesidade encurtam a vida do cão e são geralmente de tratamento dispendioso.


Situações para se estar atento:

Esterilização – Os animais castrados ou esterilizados podem aumentar de peso. Isto advêm da diminuição da actividade. O exercício deve ser estimulado e a ração ajustada, caso o cão/gato comece a engordar.

Velhice – Os cães e gatos diminuem a sua atividade quando entram na terceira idade, tal como as pessoas. Deve estar atento a flutuações no peso e falar com o veterinário caso note aumento ou mesmo perda de massa.

Atividade limitada - Os cães e gatos que tenham problemas articulares e tenham por isso uma atividade reduzida devem ser vigiados de perto pelo veterinário, para que este faça os ajustes necessários à ração e aconselhe sobre o tipo e quantidade de exercício que o animal deve fazer.

Gravidez – Não confunda aumento de peso com gravidez. Caso não saiba o porquê do aumento súbito de peso numa cadela leva-a ao veterinário. Não estipule dietas sem o acompanhamento médico.


Tratamento

Os cães e gatos obesos devem ser vigiados por veterinários. As flutuações de peso podem ser perigosas e os animais devem ter um plano adaptado ao seu caso específico, para que possam emagrecer de forma saudável. Contudo, em quase todos os casos, o tratamento passa por dieta e exercício.

Dieta

Os animais obesos devem a par de outras medidas fazer uma dieta com baixo teor calórico.

Existem rações específicas de dieta para cães que só devem ser utilizadas se forem aconselhadas pelo veterinário. Isto porque a composição destas rações é diferente das rações ditas normais e podem levar a deficiências nutricionais se os cão não necessitarem deste tipo de dieta. Contudo, os cães que não estão apenas com excesso de peso, mas encontram-se já no quadro clínico da obesidade, costumam geralmente ter de alterar a ração que consomem.

Em casos menos graves, os veterinários podem aconselhar diminuir a quantidade de ração dada ao cão. Geralmente a quantidade indicada na embalagem é um pouco acima das necessidades reais dos animais, isto aplica-se sobretudo a cães pouco activos que não desgastam aquilo que consomem.

Em todos os casos, as guloseimas fora de horas devem terminar. Por muito que custe resistir ao pedinchão, pense que está a contribuir para que o cão se torne mais saudável e feliz a longo prazo. Sofrer de artrite, por exemplo, é bastante penoso para os animais.

Exercício

Os animais obesos são menos activos do que animais com o peso ideal. O peso a mais faz com que tenham dificuldade a respirar quando se movem e o exercício começa a ser demasiado penosos para os pulmões e coração do cão.

Os passeios são a melhor forma de exercício que um cão obeso pode ter. Não esforce o cão demasiado nem insista na corrida. Se o passeio for demasiado curto, volte a sair com ele mais tarde. Aproveite o fim e o início do dia para passear, uma vez que as temperaturas altas tornam o exercício penoso para o cão.

As brincadeiras são também uma óptima forma de exercitar o cão. Buscar o pau costuma ser bastante popular entre a maior parte das raças de cães, não sendo demasiado cansativo para o dono.

Treino

Os cães pedintes devem ser re-educados para não pedirem comida. Muitas vezes este comportamento não está relacionado com fome mas sim com atenção. Os animais querem atenção e sabem que ao pedir comida quando o dono está a comer, conseguem aquilo que querem.

Com exercício e uma alimentação saudável, os animais obesos costumam recuperar a forma e aumentar assim a qualidade de vida.


Para ilustrar:

David e Derek Benton, dois irmãos ingleses de 62 e 53 anos, foram condenados a três anos de prisão, com pena suspensa, por permitirem que o cão que possuíam ficasse “excessiva e grosseiramente” gordo. Rusty, um Retriever do Labrador de cor chocolate, pesava 73 kg e não conseguia dar mais de cinco a seis passos sem parar para respirar, segundo o porta-voz da RSPCA, uma associação de defesa dos direitos dos animais que se ocupou do caso.

O caso passou-se em Janeiro de 2007 em Inglaterra, mas em Portugal, o ditado “gordura é formosura” está ainda por vezes demasiado enraizado ao ponto de os donos ainda não terem consciência dos malefícios do excesso de peso nos animais.
 
Com a população do mundo ocidental cada vez mais gorda, também os animais começam a ficar com o excesso de peso, seja porque os donos estão menos activos e o exercício com o cão é menor, seja porque partilham com os animais os lanches hiper-calóricos fora de horas.

Com exercício e uma alimentação saudável, os animais obesos costumam recuperar a forma e aumentar assim a qualidade de vida.

Sentenças à parte, serve este caso para exemplificar a seriedade do excesso de peso, os custos monetários que implica e as consequências físicas que daí podem advir tanto para donos como animal.


(fonte: pets br.com)

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Clamidiose Felina

É uma doença causada por uma bactéria intracelular denominada Chlamydophila felis, caracterizada por conjuntivite (muitas vezes unilateral), sinais ligeiros de infecção do trato respiratório superior e suave pneumonia.

Sinais Clínicos: A quemose é um sinal característico da clamidiose, observando-se conjuntivite intensa com hiperemia extrema da membrana nictante, blefarospasmo e desconforto ocular. No inicio apresenta-se somente uma leve descarga ocular serosa e blefarospasmo, evoluindo para uma descarga ocular purulenta bilateral, corrimento nasal, também purulento, e espirros ocasionais.

A hiperemia ocular pode estar presente durante vários dias no estágio inicial. A conjuntivite pode persistir por 2 meses ou mais. Viroses respiratórias podem agravar o quadro de infecção bacteriana por Chlamydophila e concomitantemente agravar a conjuntivite. Em filhotes pode causar pneumonia.


Freqüentemente, após cerca de umas duas semanas, os sintomas começam a melhorar, pois a clamidiose costuma ceder na grande maioria dos gatos doentes, havendo então uma lenta recuperação até que o animal volte a ficar disposto e ativo. Já nos gatos mais debilitados a clamidiose pode evoluir para outras patologias mais graves devido a queda de resistência que provoca.


Diagnóstico: pode ser realizado através de culturas de swab conjuntival, teste de ELISA e pesquisa de anticorpos para Chlamydophila, além de observação clínica e histórico do animal.

Tratamento: O prognóstico da doença é BOM, se o diagnóstico for realizado precocemente e realizada um tratamento adequado. Como se trata de uma bactéria gram negativa, deverá se combatida com antibióticos específicos.


Profilaxia: A vacinação não oferece completa protecção, mas reduz muito a gravidade e a frequência das infecções.

Acne Canina e Felina

A acne canina/felina é considerada um processo bacteriano profundo.

Assim como o homem, cães e gatos também podem ser acometidos pela acne, cuja frequência de ocorrência é maior em raças de pelagem curta como boxers, bulldogues, dobermans e weimaranners. Nos cães a enfermidade ocorre com maior predominância durante o primeiro ano de vida, no período de puberdade, onde ocorrem as mudanças hormonais.

Fatores predisponentes: demodicose, raça, traumatismo, imunodeficiencia, idade.

Sinais clínicos: Edema (inchaço), nodulações cutâneas, exsudação purulenta hemorrágica (secreção com pus e sangue), prurido (coceira) e dor.


                         Hipotricose (poucos pelos), que pode evoluir para alopecia (ausencia de pelos), quadros crônicos com hiperqueratose (placas duras), hiperpigmentação.



A pele  fica multinodular e cada nodulação contém 1 ou mais microabcessos que quando comprimidos deixam escapar secreção por vários orifícios. Quando há trauma na região, a secreção flui normalmente, sem precisar sequer comprimir.

                           Nos felinos a doença pode ocorrer em qualquer fase de suas vidas. Uma boa maneira de se prevenir a acne é limpar diariamente a região do queixo e lábios




Há febre, inapetencia e infartamento do gânglios regionais.

Diagnóstico: Clínico, raspado (ou coleta da secreção purulenta), cultura e antibiograma, biópsia cutânea (mais indicada nos processos graves, sem ter tido sucesso com a antibíoticoterapia - há foliculite (greve, profunda) ou furunculose.

Tratamento: Antibiótico sistemico (3 a 6 semanas)
                      Banho diário por 3 a 6 dias (só nas lesões), depois alternando para 2 em 2 dias e depois a cada 3 dias com shampoo/sabonete específicos
                     Nos processos parasitários, banhar as lesões após o banho parasiticida recomendado.

                     Creme/pomada antibiótico + antiinflamatório
                     Não fazer compressão das lesões

Dermatite Piotraumática - Dermatite Úmida Aguda

Processo Superficial que, de acordo com sua progressão, passa a ser incluído no grupo das Piodermatites Intermediárias (lesão entre pústula e microabcesso nas camadas da epiderme).
É produzido por traumatismos auto inflingidos no morder ou arranhar na tentativa de aliviar alguma dor ou prurido.

Fatores Predisponentes: parasitoses cutâneas (carrapatos, demodicose), processos infecciosos (otite, vulvovaginite, acrobustite, pododermatite).
Pode ser idiópático.

É aguda e o prurido (coceira) é o sintoma inicial. O intenso traumatismo gera severas lesões em poucas horas.



São lesões ulcerosas (1 ou 2) que ocorrem em animais de pelagem média (principalmente pastor alemão, Golden Retrivier, Labrador e são bernardo), semelhantes a queimadura por água quente. Daí ser conhecida também como "Hot Spot".



Sintomas clínicos: Hiperemia intensa (vermelhidão), algutinação dos pelos


                              Exsudação purulenta clara que se torna as vezes hemorrágica pela automutilação. O animal, nessa fase, se coça emitindo sons de dor.


                              A lesão típica é avermelhada, úmida e exsudativa
                              Ocorre principalmente na parte externa dos membros posteriores, na região cervical (pescoço) ou na face



Deve ser feito diagnóstico diferencial para Dermatofitose, Demodiciose, Candidíase Dermatofilose e neoplasias.


Tratamento: Tricotomia com tesoura, higiene local, tratar a causa predisponente
                     Uso diário de líquido adstringente como Líquido de Burrow (acetato de zinco) ou permamganato de potássio
                      Creme com antibiótico/ corticóide 
                      Pode ser necessário o uso do colar elisabetano



Intertrigo - Dermatite das dobras cutâneas

É uma infecção bacteriana (piodermite) que acomete as regiões de pregas e dobras cutâneas, tais como as pregas da face dos cães braquicefálicos ( Pug, Pequinês, Bulldog, Boxer) ou pregas labiais, peri-vulvares, caudais, axilares, inter-mamárias ou de outras regiões corpóreas em raças que possuem excesso de pele ( Shar Pei, Basset Hound) . Tais regiões formam um habitat ideal para proliferaçào bacteriana, pois são úmidas, quentes e protegidas da luz.

Ocorre maceração cutânea e crescimento bacteriano causando eritema, alopecia, pápulas, odor rançoso e filme sebáco ou purulento que recobre as regiões de pregas ou dobras. O prurido pode estar presente, bem como Malasseziose secundária.

* Facial: em animais com crânio achatado e pregas na face.

Fatores predisponentes: # O enrugamento da pele que faz com que o ducto nasolacrimal fique sinuoso. Há preenchimento do ducto com grânulos e secreções e consequente obstrução parcial ou total da drenagem da lágrima.
                                        # Conjuntivites: o processo pruriginoso (coceira) pode se estender até o globo ocular, causando conjuntivite que drena a lágrima contaminada para a pele que promoverá piodermite.



Sinais clínicos:
Hiperemia (vermelhidão) e edema (inchaço) acentuado, exsudação purulenta (com escoriação por auto mutilação : coça tanto que o animal se fere)
Hipotricose


                              

Tratamento: Cremes com antibiótico + corticóide, limpeza local, banhos com shampoo a base de peróxido de benzoíla.
Tratar a conjuntivite com pomadas/colírio, drenagem dos orifícios.

Prevenção local: higiene com gaze umedecida em soro fisiológico e secagem com pano macio.


* Labial:

Fatores predisponentes: # Labio superior maior que o lábio inferior (Poinetr, Fila) promovendo umidade constante pela saliva, com acúmulo de restos alimentares. O resultado é a fermentação e irritação da pele, que promove infecção bacteriana (pode estar associada a estomatite)
                                        #Tártaro

Sinais clínicos:
Hiperemia (vermelhidão), ocorrendo, as vezes, ulcerações puntiformes (feridas em forma de pontos)
Halitose (mau hálito)
Seborréia (saliva espessa e opaca). Na forma mais branda, o processo é somente local e no mais grave pode haver inapetência e disfagia
Pústulas são raramente visíveis.

Tratamento: Higiene da cavidade oral e da lesão com soro fisiológico. Uso de Omcilon Orabase.

Prevenção: higiene da boca duas vezes ao dia, retirada de tártaro.

                                     (agravamento do intertrigo facial, com piodermite secundária em Pastro Alemão)

* Vulvar:

Fatores predisponentes: # Infantilismo genital , obesidade, processos infecciosos urinários, vulvovaginite.


Sinais clínicos:
Hiperemia, edema, exsudação purulenta e clara, hipotricose
Ligeiro prurido (coceira) que favorece a lambedura e mordiscamento constante.
Ocorrem sintomas sistêmicos se houver processo urinário ou vulvovaginite

                                                         (excesso de pele vulvar em cadela)

Tratamento: Higiene local, tricotomia com tesoura. Pode ser dado estrogenio em casos muito particulares (em excesso há hemorragia por trombocitopenia)

* Caudal :

Fator predisponente: acomete cão de cauda enrolada

Sintomas clinicos: exsudação purulenta, hiperemia, hipotricose, prurido, escoriações (por mordiscamento)

Tratamento: higiene local, tricotomia, creme antibiótico com corticosteróide, controle de pulgas, antihistamínicos.



Impetigo


Também chamada Piodermatite Pustular Superficial ou Piodermite dos filhotes.

É uma piodermite superficial, ou seja, uma reação inflamatória que envolve apenas as camadas mais superficiais da epiderme, com elevação da camada córnea e conteúdo purulento. Normalmente causado pela bactéria Staphilococcus sp.

Ocorre em animais mais novos (1 a 4 meses de idade) e quando acontece em mais velhos é secundário a hipertireoidismo e hiperadrenocorticismo.

Sintomas clínicos locais:

Pústulas e colaretes (colar ao redor da lesão, de cor rosada) no abdome, axilas e na face interna dos membros posteriores. Estas alterações  são delicadas e benignas e, dependendo do estado imunológico e das bactérias que atuam, podem ocorrer lesões dorsais, denunciando um problema mais grave.


No dorso, como a pelagem  é mais densa e há secreção, formam-se crostas. Não há formação de colaretes e sim uma carapaça (lesão pequena e arredondada). Ao se descolar essa carapaça, a pele fica nua e hiperêmica (avermelhada).


Não há prurido (coceira) e o impetigo pode ser um indício de que a ninhada está debilitada (alimentação falha, parasitismo, má higiene...)

Sintomas clínicos Gerais:

Pelagem fosca, podendo haver área de hipotricose (pelo rente) e alopecia (ausência de pelo). O abdome é volumoso, as mucosas são hipocoradas, há apatia, mal estar,emagrecimento progressivo, vômitos e/ou diarreia frequentes. Muitas vezes observa-se eliminação de helmintos nas fezes ou no vômito.


O diagnóstico é feito pela observação dos sintomas clínicos e pela anamnese.

Tratamento: eliminar a causa (vermífugos, melhorar alimentação, higienizar o animal e o ambiente).
                                                        (foto projetoanimal)

Recomenda-se banhos com shampoo/sabonetes especiais no caso do impetigo ventral.

Dependendo do caso, há necessidade de antibióticos via oral.

Piometra


Piometra é uma infecção bacteriana no endométrio em consequência de um prolongado estímulo hormonal. A invasão bacteriana é facilitada pelo acúmulo de líquido no lúmen uterino e glândulas endometriais, em conjunto com da diminuição da contratilidade do miométrio que é causada pelo hormônio progesterona.

Em cadelas esta é uma patologia comum, sendo que a patologia primária normalmente se deve a uma hiplerplasia endometrial cística, gerada pela contínua exposição do endométrio a progesterona durante um certo período de tempo.

Como nas cadelas o diestro é muito longo, estas ficam mais predispostas ao aparecimento de piometra. A hiperplasia uterina somada à diminuição das defesas celulares e imunitárias locais, propiciam ótimas condições para a multiplicação de bactérias da própria flora existente na vagina.

A bactéria comumente associada a esta patologia é a Escherichia coli, podendo também isolar outras, comoStaphylococcus sp, Streptococcus sp, Klebsiella sp, Pseudomonas sp, Proteus sp e Pasteurella sp. Nos casos de piometra causada por E. coli, pode haver a evolução para insuficiência renal.
Com relação ao colo uterino ou cérvix, a piometra pode ser classificada em "aberta" ou "fechada". A piometra com a cérvix aberta é acompanhada de corrimento vaginal purulento, intermitente ou constante, escasso ou abundante e com uma coloração variando de um tom esverdeado até o achocolatado, dependendo do tipo da bactéria presente.

No caso da piometra com a cérvix fechada, como o próprio nome já diz, não se observa o corrimento vaginal. Normalmente as cadelas ou gatas que apresentam colo uterino fechado encontram-se mais doentes quando comparadas com aquelas com o colo uterino aberto, pois o quadro de toxemia se instala mais rapidamente naqueles casos em que não há corrimento vaginal.
                                              (redevet)

Os sintomas clínicos da piometra tornam-se evidentes durante a fase luteínica, geralmente de 4 a 10 semanas após o estro (cio), ou em fêmeas que utilizam habitualmente anticoncepcionais. Estes sintomas são essencialmente iguais tanto para cadelas como para gatas incluindo vários graus de desidratação e depressão. É muito frequente também observarmos: falta de apetite, vômitos, muita sede e urina abundante à semelhança de um quadro tóxico com prognóstico ruim. A septicemia, a toxemia associadas à uma insuficiência renal podem se desenvolver a qualquer momento e tornarão bem mais grave o caso.

O diagnóstico da piometra é feito baseado na história, sinais clínicos e resultados de exames. O resultado do hemograma geralmente é compatível com infecção (aumento de células de defesa) podendo revelar anemia em casos crônicos. Nos exames bioquímicos de função renal e hepática podem indicar envolvimento destes órgãos, principalmente alteração renal causado principalmente pela liberação de toxinas pelas bactérias do útero. Radiografia e ultra-sonografia abdominais também são importantes na confirmação do diagnóstico.







Tratamento:

O tratamento de escolha é o cirúrgico, isto é, através de uma laparotomia (abertura abdominal) é retirada toda a genitália interna no momento do diagnóstico - ovário-salpingo-histerectomia  (clique para ver o método). Este tratamento é indicado também para as fêmeas de colo uterino aberto, pois nos casos em que optou-se pelo tratamento terapêutico em cadelas ou gatas com a cérvix "aberta" verificou-se que o índice de mortalidade era mais elevado. Além disso, mais da metade das cadelas ou gatas tratadas de piometra apresentaram recidiva da patologia após alguns meses do tratamento.

Após retirada do útero doente ( causa das alterações metabólicas) a recuperação do animal deverá ser devidamente acompanhada com tratamento de suporte e sintomático até a estabilidade geral




Prevenção:

O método mais seguro de prevenir piometra, é através da castração eletiva, principalmente no animal jovem. Pois assim o útero ainda não foi exposto a ação hormonal, e a remoção de ovários e útero evitará exposição futura, além de não utilizar medicação hormonal para evitar cios e gestação em cadelas e gatas não castradas.




http://www.webanimal.com.br/cao/index2.asp?menu=piometra.htm
http://forumleaodarodesia.forumeiros.com/saude-f12/piometra-nas-cadelas-t133.htm
http://www.petsuper.com.br/piometra.htm

www.blog.villechamonix.com/2010/11/piometra.html#ixzz1cf5PW0iX


Síndrome seborreica

É a alteração das glândulas sebáceas, caracterizada por um conjunto de sintomas: hipersecreção sebácea, aumento na descamação, odor desagradável.
A pele do animal fica mais oleosa, o pelo mais untuoso e o processo de amadurecimento celular fica mais curto (3 dias)
As células mortas fazem a troca da camada córnea rapidamente, formando grumos visíveis a olho nu. O sebo na pele a deixa rancificada quando em contato com o ar.

Seborréia Primária: É idiopática (elimina as causas secundárias).
                                As raças mais predispostas são: Cocker Spaniel, Pastor Alemão, Doberman, Shar pei.                             
                                A produção sebácea é maior que a descamação, por isso é chamada "Tipo Oleosa".
                                A pelagem tem maior uniformidade.


                                                      (atlas.fmv.utl.pt)


Seborréia Secundária: Também chamada do "Tipo Seca".
                                     A descamação é mais evidente que a produçaõ sebácea. Não há grumos.
                                     Vemos muita "caspa" , a pelagem tem hipotricose  e alopecia (queda de pelo) mais evidente.





São fatores predisponentes:

A) Processos Metabolitos:


* Hipervitaminose A
* Deficiencia de zinco (existem raças predisponentes como Akita e Husky)
* Alteração de Acidos Graxos (em excesso ou falta altera a produção de sebo)
* Deficiencia de vitaminas e sais minerais


B) Processos Parasitários

 

* Demodicose
* Escabiose






Diagnóstico: - anamnese (alimentação, verminose, fezes, carrapatos)
                     - exame parasitológico e físico das fezes
                     - raspado cutâneo
                     - biópsia
                     - avaliação clínica dos processos hormonais






Tratamento: Tópico: shampoo de sulfeto de selenio e/ou sabonete de enxofre para os banhos; cremes/pomadas/loção que contenha antibiótico e corticóide)
                       Corticosteróides (se o raspado cutaneo der negativo)
                       Remover a causa primária: Verminose - dar vermífugo
                                                                      Demodicose
                                                                      Escabiose
                                                                      Processo hormonal (castração ou uso de hormonios)
                                                                      Processos alérgicos
                                                                      Processos piogênicos (antibióticos)
                  


Otite Externa e Média

Otite é inflamação do conduto auditivo externo. Pode ser externa, média ou interna.
Aqui trataremos das duas primeiras.

Uma inflamação crônica resulta na alteração do ambiente normal do canal: o canal externo da orelha é alinhado com o epitélio e contám glândulas apócrinas (que produzem cerumem) modificado. Na otite, as glândulas aumentam de volume e produzem cera em excesso. A epiderme e a derme se espessa, e se tornam fibróticas. O espessamento das dobras do canal reduz a largura do canal, e o resultado final é a calcificação da cartilagem auricular.



                                                           (aspecto da otite externa)


*Causas Primárias:

São fatores que podem causar otite externa sozinhos, com ou sem a presença de fatores predisponentes ou perpetuantes. Para o sucesso completo de uma terapia a longo prazo é fundamental que a causa primária seja tratada.

Parasitas
Otodectes cynotis, Demodex canis, Demodex cati, Sarcoptes scabiei, Notoedres cati
e várias espécies de parasitas estão associados com otite externa em cães e gatos.

Hipersensibilidades

Alergia atópica, alergia a alimentação e alergia de contato são possíveis causadoras de otite externa, que pode ser gravada por traumatismo determinado pelo próprio animal.

Devido a sua alta incidência, a atopia está mais associada a otite externa que as outras doenças alérgicas mencionadas. Uma característica comumente observada na otite externa em casos de atopia é um acentuado eritema no pavilhão auditivo externo e na parte vertical do conduto auditivo, enquanto que as partes mais profundas destes permanecem normais. A inflamação crônica pode eventualmente levar a infecções secundárias por bactérias ou leveduras.


Queratinização

As alterações de queratinização geralmente determinam uma otite ceruminosa crônica. Raças predispostas a seborréia crônica idiopática tendem a apresentar este tipo de otite. Endocrinopatias podem resultar neste tipo de otite, mais possivelmente por alterar a queratinização e a função glandular local. Em muitas ocasiões, a otite externa é uma pista para o diagnóstico destas alterações endócrinas.

Corpos estranhos

Corpos estranhos, tais como folhas, sementes, sujeira, areia e medicação seca são freqüentemente responsáveis pela otite externa. Em raças de pêlo curto, pêlos soltos podem se alojar no canal auditivo, provocando inflamação.


Alterações glandulares

Qualquer alteração que altere a secreção sebácea pode levar a otite externa. As glândulas apócrinas podem se apresentar hipertrofiadas e a hidroadenite (inflamação destas glândulas) pode estar presente. Entretanto, a hidroadenite é, na maioria dos casos, secundária a inflamação, e não propriamente uma alteração primária de otite externa.


Alterações auto imunes

Doenças dos complexos Lúpus e Pênfigo são as causas mais comuns de alterações dermatológicas autoimunes. Freqüentemente afetam o pavilhão auditivo externo.



* Fatores Persistentes:

Infecções bacterianas secundárias

Comuns. O Staphylococcus intermedius está muitas vezes presente nas culturas do canal horizontal nas otites externas; Pseudomonas spp, Proteus spp e  E coli são frequentemente reportados; Pseudomonas spp muitas vezes presente nas culturas em otites médias.

Outras infecções:

Malassezia pachidermatis está misturada aos outros agentes ou é a única encontrada; outras leveduras candida) ou espécies de fungos são raras.

Alterações progressivas: Hipertrofia do canal, hiperplasia da glândula apócrina e adenite, fibrose e calcificações da cartilagem, causa recalcitrante de otite externa : tudo isso evita o retorno ao normal do canal auricular, mesmo com tratamento apropriado.



* Fatores de risco: 

Conformação anormal do canal externo ou relacionada à raça (como estenose, hirsutismo e orelhas pendentes) restringe o fluxo de ar apropriado para o canal.


Umidade excessiva: natação ou limpeza frequente com soluções inadequadas.


Doenças sistêmicas subjacentes produzem anormalidade no ambiente e na resposta imune do canal auricular.

Sinais Clínicos: 
- Chacoalhar a cabeça com muita frequência 
- Coçar frequentemente com as patas o conduto auditivo e orelha.
- Presença de pus/sangue/cerume escuro ou verde ou amarelo dentro do conduto
- Presença de parasitas visíveis andando no conduto auditivo
- Apatia, anorexia
- Febre
- Dor à palpação ou mesmo sem ela. Dor ao coçar.


Diagnóstico:
O diagnóstico de otite externa é facilmente feito pela história e pelo exame físico, mas alguns testes devem ser feitos para que se determine os fatores primários e perpetuantes, de modo a se direcionar a conduta terapêutica.

Avaliação citológica


A avaliação citológica do exudato geralmente não estabelece o diagnóstico definitivo, mas é de grande valor em determinar quais os agentes infecciosos podem estar presentes no canal auditivo.


Cultura e testes de sensibilidade

Estes testes não devem ser realizados sem uma prévia avaliação citológica ou ainda sem que o exame citológico demonstre a presença de bactérias e leucócitos. A indicação primária para a realização destes testes é otite média com bastonetes, quando certamente será prescrita terapia sistêmica.

Certamente que muitos outros testes devem ser realizados para que se consiga um diagnóstico definitivo. A determinação de quais testes serão os mais apropriados e mais efetivos dependerá dos achados na anamnese e no exame clínico.

Tratamento:

A terapia efetiva para o tratamento da otite externa está na dependência da identificação e controle das causas primárias e predisponentes, sempre que isto for possível. Além disto, a limpeza dos canais auditivo externo e médio, o uso de terapia tópica e sistêmica podem ser necessários para a eliminação ou controle efetivos de fatores primários ou perpetuantes.
A colaboração do proprietário é essencial para o sucesso no tratamento. Para que isto ocorra é muito importante que ele seja conscientizado do problema e dos diversos passos de seu tratamento, especialmente se serão necessárias diversas limpezas com o animal sedado ou até mesmo anestesiado.

Limpeza
A primeira etapa do tratamento da otite externa deve ser a limpeza adequada do canal auditivo para a remoção de crostas, células mortas e secreção. Esses materiais aumentam a reação inflamatória local, dificultam a visualização e inspeção do canal auditivo e tornam ineficiente o tratamento com medicamentos tópicos. Deve-se ressaltar que a não limpeza ou a limpeza incorreta do canal auditivo é uma das principais causas de falhas no tratamento de otites externas.


Agentes para terapia tópica


Não existe um único agente ou tratamento que seja perfeito. O clínico deve prescrever o tratamento para cada ouvido de acordo com o efeito desejado. A medida que o caso progride, adaptações na terapia deve ser feitas. Independente da base a ser escolhida, deve-se levar em conta o veículo. De modo geral, as lesões secas, descamativas e crostosas são largamente beneficiadas se bases oleosas ou emolientes são utilizadas. Ouvidos com secreção úmida ou exsudação purulenta devem ser tratados com soluções ou loções, sendo que nestes casos se faz necessária a remoção destas por sucção e o uso de agentes secantes. Os cremes não são freqüentemente uma boa escolha, pois além de serem de difícil aplicação até o canal horizontal podem piorar o quadro, quando utilizados repetidamente pelo proprietário.
Terapia Sistêmica
A terapia sistêmica é indicada se a otite média está presente. Antibióticos e antifúngicos apropriados devem ser utilizados até uma semana após todos os sintomas clínicos e otoscópicos tenham desaparecido.
A terapia sistêmica com glucocorticóides é recomendada em casos de otite externa extremamente inflamados ou em que as alterações progressivas tenham causado acentuada estenose do canal. Em casos de extrema estenose do conduto auditivo, a aplicação de corticóides intralesionais podem ser mais efetiva que a terapia tópica.

Cirurgia
É indicada quando há severa estenose do canal, quando se faz necessária a remoção de tumores ou pólipos e quando o animal possui uma otite média resistente a medicação. Para que melhores resultados sejam obtidos é necessário que o diagnóstico primário seja feito antes da cirurgia. Muitos cães são submetidos a este procedimento e continuam sofrendo de otite externa.

Para mais informações e fotos sobre a cirurgia:

http://cirurgiavet.wordpress.com/tag/ouvido-canino/


Prevenção e cuidados:

. Higiene freqüente dos ouvidos (2 vezes por semana) com solução indicada, limpando a parte externa da orelha e o ouvido externo; não limpar a parte interna.

. Durante o banho, evitar entrada de sabão, água ou shampoo, protegendo os ouvidos com algodão; usar quantidade suficiente para tampar bem o ouvido e nunca esquecer de retirar após o banho.
. Após passeios em praças, parques ou contato com água, limpar as orelhas e observar se há algum desconforto (dor) ou se algo incomoda o cão, fazendo com que balance a cabeça; isso acontece quando há um corpo estranho dentro do ouvido, que pode levar à otite.
. Utilize soluções especiais de limpeza e nunca use antibióticos, antiinflamatórios e antimicóticos sem prévia indicação do veterinário; medicamentos errados agravam o quadro e provocam reações indesejadas.
. Animais com histórico freqüente de otite devem fazer exame otoscópico a cada 4 ou 6 meses, principalmente na primavera e verão; isso evita as recaídas.





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Leucemia Felina (FeLV)


É associado às neolpasias malignas linfóides em gatos.

O reservatório natural é o gato assintomático persistentemente virêmico.

Pode ocorrer transmissão transplacentária em fêmeas virêmicas. Os filhotes que escapam à transmissão via útero podem adquirir infecções transmamárias ou através da saliva.

O vírus da Leucemia Felina é inativado por dessecação em poucas horas, é viável por diversos dias na umidade. Morre com desinfetantes comuns.

Seis passos da infecção pelo FeLV:

1.      O vírus entra no organismo do gato, geralmente pela faringe onde infecta linfócitos B e macrófagos que serão filtrados pelos linfonodos e começam a se replicar.

2.      O vírus atinge a corrente sanguínea e se distribui pelo corpo.

3.      Infecção do sistema linfático.

4.      Atuação do vírus sobre o sistema imune.

5.      Infecção da medula óssea. Nesta fase o vírus se replica e infecta linfócitos, neutrófilos e eosinófilos formados na medula.

6.      Presença do vírus nas mucosas, nos tecidos epiteliais, nas glândulas salivares e outros órgãos


4 formas clínicas da doença:

a) Neutralização Viral: o gato apresenta uma resposta imune, deixando o animal resistente a futuras infecções por um período de tempo. Ocorre em 30% dos casos. PCR e ELISA são positivos no início, depois tornam-se negativos.
b) Viremia: o vírus progride no organismo através das 6 fases da doença. Os testes tornam-se positivos na seguinte ordem: PCR, ELISA (sangue), ELISA (saliva). Ocorre em 40% dos casos.
c) Latência: o animal não produz imunidade, mas também não se torna virêmico. O vírus se esconde no genoma do gato e nenhuma replicação ocorre. Este é um estágio que dura por volta de 30 meses, quando então progride para neutralização ou viremia. Ocorre em 30% dos casos. Teste PCR é positivo e os outros são negativos.
d) Portador São: o vírus fica no tecido epitelial e se replica, mas não deixa as células devido è produção de anticorpos. O teste PCR e ELISA (sangue) são positivos enquanto o ELISA (saliva) é negativo.

Sintomas Clínicos:

  • abcessos persistentes e recorrentes;
  • gengivas pálidas;
  • pelo mal-tratado, aparentemente sujo e escamado;
  • infecções crónicas da boca;
  • infecções urinárias;
  • doença respiratória crónica;
  • diarreia;
  • perda de peso;falta de apetite;
  • anemia;
  • depressão;
  • coriza;
  • gastroenterites;
  • febre persistente;
  • infertilidade;
  • abortos;
  • lesões neurológicas;
  •  tumores


    Diagnóstico:
a) Sinais Clínicos: são variáveis. Incluem dificuldade para respirar, apatia, perda de apetite, febre, gengivite, estomatite.
b) Exame Clínico: mucosas anêmicas, efusão pleural (cavidade torácica), anormalidades oculares, órgãos (rins, baço, fígado) aumentados, massas intra-abdominais.
c) Análise da Bioquímica Sérica (exames realizados no sangue): anemia não-regenerativa, aumento da uréia e creatinina, aumento das enzimas hepáticas e do bilirrubina.
d) Teste para Detecção de antígenos (vírus): serão positivos dependendo da forma clínica da doença e dos órgãos envolvidos.
e) Análise do Líquido Pleural

Observação: Devido à variedade de sintomas, qualquer enfermidade séria de um gato deve levar à suspeita da ocorrência da Leucemia. No entanto, um resultado positivo não significa necessariamente que a doença em curso seja a Leucemia Felina.

Tratamento:

a) Transfusão Sanguínea .
b) Uso de quimioterápicos como vincristina e ciclofosfamida.
c) Interferon via oral em doses baixas: estimula imunidade e melhora a qualidade de vida.
d) Prednisolona: aumenta o apetite e diminui o tamanho de possíveis massas abdominais.

Observação 1) Pode ocorrer remissão dos sintomas, mas não cura. O vírus permanece no organismo do animal. São possíveis recidivas e o gato pode contaminar outros animais.

O prognóstico é variável. O gato pode ficar assintomático por vários anos, havendo possibilidade no entanto de transmitir a doença. Animais sintomáticos têm prognóstico reservado. Os que apresentam desordens proliferativas vivem em média 6 meses, com tratamento agressivo com quimioterápicos.

Observações 2)

Cerca de 25 a 30% dos gatos expostos rejeitam o vírus e a infecção é evitada.

- Mais ou menos 30% desenvolvem uma viremia persistente, uma alta concentração do vírus no sangue, com uma forte probabilidade de desenvolver linfoma ou outra doença ligada a FeLV.

- Quase 40% dos gatos expostos desenvolvem uma infecção transitória e tornam-se hospedeiros latentes da doença. Esses hospedeiros não são fontes de infecção, a não ser se o sistema imunitário estiver debilitado por outra doença ou se eles forem tratados com corticosteróides, que podem suprimir o sistema imunitário e activar o vírus.

Apesar do nome, só um quinto dos gatos infectados desenvolvem linfoma ou leucemia linfóide. A grande maioria das mortes por FeLV está relacionada com infecções secundárias, que incluem outras infecções virais como a peritonite infecciosa felina, infecções por fungos como cryptococcosis, e infecções bacterianas como pneumonia, abcessos ou infecções na boca.

Aliada às infecções oportunistas, gatos infectados por FeLV também estão sujeitos a anemia e desordens da medula óssea, chamadas doenças mieloproliferativas, onde uma ou mais células da medula óssea se prolifera à custa de outras linhagens celulares.

A natureza diversa da doença faz com que seja impossível prever durante quanto um gato com FeLV vai sobreviver. Apesar de a taxa da sobrevivência variar de apenas umas poucas semanas a anos, a média de sobrevivência é 2 anos. Estudos indicam que 83% dos gatos FeLV+ morrem num período de 3 anos e meio após o diagnóstico. Ao mesmo tempo, há evidências de que o gato possa sobreviver muito mais. Felizmente, não há evidência de que a FeLV seja transmitida a outras espécies, incluindo seres humanos.

O exame a FeLV, feito em gatos de 6 ou mais meses (porque antes desta idade os resultados obtidos simplesmente não são fiáveis), tornou-se um procedimento clínico de rotina. Os dois testes mais utilizados são o ELISA e a imunofluorescência. Infelizmente, esses testes nem sempre são precisos. De facto, é comum obter-se dois testes com valores diferentes, denominados "resultados discordantes". Por essa razão, gatos sadios que foram expostos ao vírus do FeLV devem ser testados em intervalos mensais durante até 3 meses, para eliminar as chances de falso positivo e para determinar se a infecção é de natureza transitória ou persistente.

Um resultado negativo a FeLV não significa imunidade ao vírus, nem tão pouco que o gato nunca foi exposto ao vírus. Um resultado negativo também pode indicar que o vírus está no período de incubação, uma etapa antes da qual o vírus pode ser detectado, ou que o gato venceu uma infecção prévia, ou foi infectado com o vírus e desenvolveu a doença mas por alguma razão não possuía o vírus na corrente sanguínea quando da realização do exame.

Apesar de existirem várias vacinas contra o FeLV, há controvérsias, principalmente quanto à sua segurança e eficácia. A melhor forma de evitar que a doença se espalhe é evitar a exposição ao vírus. Mantenha o seu gato dentro de casa, evite brigas com outros gatos e longe de gatos que você sabe que estão contaminados. A prevenção continua a ser a melhor solução, pois não existe ainda tratamento eficaz.



Aumentar a qualidade e tempo de vida de um gato com Felv:

No entanto, há algumas coisas que se pode fazer a fim de diminuir o avanço da doença em gatos infectados e tornar a sua vida mais confortável:

- O gato deve ser mantido dentro de casa, não só para evitar que o vírus se espalhe, mas também para diminuir o stress que o mundo exterior pode causar no gato.

- O número de gatos na casa também deve ser mantido no mínimo, já que uma lotação excessiva é outra causa de stress e pode expor outros animais ao vírus.

- Uma boa nutrição e cuidados para limitar o impacto de outras doenças não relacionadas também são importantes.

- Se o gato deve ou não ser vacinado contra outras doenças, depende de uma avaliação caso a caso pelo veterinário, embora recentemente uma maioria de veterinários a recomende.

- Pode ainda administrar-se Interferon, a fim de estimular as defesas imunitárias, assim como suplementos vitamínicos.

Prevenção:  Vacinação!



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